
Nesta primeira parte do 3° Capítulo, Grada fala sobre a realidade violenta do racismo, além das políticas de pertencimento e exclusão baseadas no racismo e na xenofobia, principalmente na Europa (mas que não são muito diferentes aqui no Brasil).
May 22, 2021
10 min

Neste primeiro episódio da série sobre "Arte & Cultura Iorubá" somos introduzidos a alguns aspectos importantes desse povo. Vamos falar suscintamente sobre língua, história, música, cinema e outras curiosidades. Espero que vocês gostem e fiquem curiosos de conhecer mais sobre essa cultura africana tão rica e importante para a construção do Brasil.
May 19, 2021
23 min

No final do 2º Capítulo, a autora recorre ao pensamento de Patricia Hill Collins e Stuart Hall, para exemplificar o doloroso processo a que sujeitas/os negras/os passam dentro de espaços acadêmicos para produzirem obras que sejam legítimas e legitimadas. Encontrar a própria voz de dentro do racismo estrutural é uma batalha contra a opressão, e ao falar sobre isso, Grada coloca a margem como "lugar de criatividade" e "resistência". Escrever contra, segundo Hall, é se opor ao silêncio. Já bell hooks diz que se opor não é o bastante, sendo necessário que criemos uma nova forma de aprender, de pensar e escrever. Isso é a descolonização.
Mar 13, 2021
12 min

Prossigo com a leitura do Capítulo 2 - Quem pode falar?, no qual a autora vai olhar pro ambiente acadêmico como um dos espaços onde o racismo estrutural se manifesta de modo mais contundente. Grada parte da própria experiência universitária na Alemanha, e explica questões sobre margem e centro, sobre pertencimento e a necessidade que os racistas têm em colocar corpos não brancos às margens (sobretudo na academia).
Mar 9, 2021
11 min

CONHECIMENTO E O MITO DA OBJETIVIDADE. Na continuação da leitura, nos deparamos com questões epistemológicas. Epistemologia: "temas, paradigmas e metodologias do academicismo tradicional". Grada Kilomba nos explica como o espaço acadêmico refletiria apenas interesses políticos específicos da branquitude. Em "Conhecimento e o mito da neutralidade", vemos que o racismo opera sobretudo através do discurso, que deslegitima pesquisas negras como "subjetivas" e "acientíficas". Essa prática revela como o saber negro é perigoso e ocupar esses espaços é subversivo para o sistema racista colonial. Por fim, acompanhamos a sofrida trajetória da autora para ingressar no doutorado na Alemanha, trecho no qual compreendemos o que é estar no centro e às margens.
Feb 8, 2021
10 min

FALANDO DO CENTRO, DESCOLONIZANDO O CONHECIMENTO. No segundo capítulo, Grada Kilomba retoma a famosa pergunta de Gayatri C. Spivak: "Pode a subalterna falar?" - Através da leitura, entendemos que sujeitos colonizados/as e "subalternos" são também resistentes. Surge aqui a noção de "espaço", do lugar de onde se fala. Grada retoma suas próprias memórias acerca dos silenciamentos sofridos por ela no espaço acadêmico. Ela também questiona a ordem colonial violenta e as ideias de universalidade do pensamento branco, que funcionam como a máscara do silêncio, destruindo e silenciando intelectuais negros/as.
Jan 18, 2021
10 min

Nessa parte final do 1º Capítulo, Grada explica, através da psicanálise,"do medo branco de ouvir" e da recusa em reconhecer que eles são a fonte do racismo. A autora retoma os 5 mecanismos de defesa do ego, descritos por Paul Gilroy, pelos quais pessoas brancas deveriam passar antes de se tornarem verdadeiramente capazes de "ouvir", ou seja, se tornarem antirracistas de fato.
Jan 4, 2021
12 min

Esta é a 2ª parte da leitura do Capítulo 1. Nesta passagem, Grada fala sobre a "ferida" causada pelo processo de "outrificação" a que negras/os são submetidos pelo racismo. Ela traz trechos de Frantz Fanon que exemplificam esse processo.
Dec 8, 2020
7 min

COLONIALISMO, MEMÓRIA, TRAUMA E DESCOLONIZAÇÃO. Neste primeiro capítulo, Grada Kilomba trás a "máscara do silenciamento", objeto de tortura símbolo da escravidão, para falar sobre "o silêncio, a mudez e o medo". A boca surge como uma poderosa metáfora, e nos é feita uma das perguntas mais importantes do livro: QUEM PODE FALAR?
* Obs: Dividi este capítulo em 3 partes, pois ele é extenso e eu gostaria de lê-lo integralmente. Este é o áudio da primeira parte.
Dec 6, 2020
11 min

Vou realizar uma série de leituras integrais dos capítulos do livro Memórias da Plantação.
"Tornando-se sujeito" é a Introdução ao livro de Grada Kilomba. Nele, a autora fala da escrita com um "ato de tornar-se", retomando a tradição da escrita de si de Frantz Fanon e bell hooks. Ela também fala de questões de "outridade" e de onde surgiu o título do livro.
Nov 21, 2020
9 min
