Show notes
Negras as noites oblíquas,
Mascantes de luz fulgurante,
Que têm as veias à porta.
Assentos de jardim adornados,
Leito das costelas quebradas,
Onde alquebram intrépidos ruins.
Não há sossego adjudicado,
Nem há mais da avidez saciada,
Apenas o restolho num copo vazio.
As candeias queimam em crespo,
E a chama que se intente ostentar,
Fende antes de na casca advir.
Mortas estão as garras do pobre,
Na calçada do éden à sombra,
Avariadas na artéria do destino.


