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Abri curiosao céu.Assim, afastando de leve as cortinas.Eu queria entrar,coração ante coração,inteiriçaou pelo menos mover-me um pouco,com aquela parcimônia que caracterizavaas agitações me chamandoEu queria até mesmosaber ver,e num movimento redondocomo as ondasque me circundavam, invisíveis,abraçar com as retinascada pedacinho de matéria viva.Eu queria(só)perceber o invislumbrávelno levíssimo que sobrevoava.Eu queriaapanhar uma braçadado infinito em luz que a mim se misturava.Eu queriacaptar o impercebidonos momentos mínimos do espaçonu e cheioEu queriaao menos manter descerradas as cortinasna impossibilidade de tangê-lasEu não sabiaque virar pelo avessoera uma experiência mortal.



