Show notes
Navego-me eu–mulher e não temo,sei da falsa maciez das águase quando o receiome busca, não temo o medo,sei que posso me deslizarnas pedras e me sair ilesa,com o corpo marcado pelo olorda lama.Abraso-me eu-mulher e não temo,sei do inebriante calor da queimae quando o temorme visita, não temo o receio,sei que posso me lançar ao fogoe da fogueira me sair inunda,com o corpo ameigado pelo odorda chama.Deserto-me eu-mulher e não temo,sei do cativante vazio da miragem,e quando o pavorem mim aloja, não temo o medo,sei que posso me fundir ao só,e em solo ressurgir inteiracom o corpo banhado pelo suorda faina.Vivifico-me eu-mulher e teimo,na vital carícia de meu cio,na cálida coragem de meu corpo,no infindo laço da vida,que jaz em mime renasce flor fecunda.Vivifico-me eu-mulher.Fêmea. Fênix. Eu fecundo.



