
Sem sinal de mudança à vista, o jeito é se concentrar na sobrevivência. Lição estóica, aprendida com os dias.
Apr 30, 2021
33 sec

O espantalho é aquele que apenas espera sem mais se espantar com nada. Em suma, é aquele que não toma partido nas discussões de seu tempo.
Apr 24, 2021
55 sec

Poema melancólico, cheio dos maus bofes. Não há nada que impeça a flor brotar na cava da úlcera.
Apr 21, 2021
37 sec

Este poema é sobre a passagem do tempo, que não se incomoda com o mal-estar do homem. É um poema sem brechas, pelo menos por enquanto.
Apr 12, 2021
32 sec

Este poema fala da primeira vez que alguém ouve uma voz extraordinária. Quase como um rito de passagem, a voz que se ouviu se torna parte integrante do eu-lírico, que é, todavia, incapaz de reproduzi-la a contento.
Apr 7, 2021
58 sec

Trecho de um poema mais longo no qual se enumeravam diferenças entre os estabelecidos e os outsiders à maneira brasileira. Talvez os tipos estejam um tanto datados, uma vez que as diferenças entre os dois conjuntos tenham sofrido transformações significativas com o passar do tempo.
Apr 2, 2021
40 sec

Haikai ou quase, este poema se debruça sobre um tipo particular de espanto: o eu-lírico, ao despertar, parece menos colorido do que quando está a sono solto. Parece que o eu-lírico fica pálido ao acordar porque a vida do sonho por esta ser mais interior do que a vida em vigília. Entretanto, é ela, a vida em vigília com seus resquícios, que fornece a matéria-prima dos sonhos. Ou seja, é a vida vivida quem nos fornece as imagens para o nosso desejo.
Mar 30, 2021
35 sec

Todo poeta que se preze deve deixar uma mensagem para as futuras gerações. Neste poema, são as vozes dos oprimidos que se erguem com uma de advertência: toda e qualquer voz está em risco se não for suficientemente ouvida. De tal maneira que está em jogo não só o passado nem só o presente, mas os dois, conjugados.
Mar 27, 2021
58 sec

Este poema fala da reação de uma mulher a um dia de trabalho que surge. Seu esforço em se contentar pelo dia novo que surge é matizado por sua voz, um tanto resignada e triste. A cantilena de trabalho que se entoa tem, portanto, este grão de ironia.
Mar 25, 2021
41 sec

É uma meditação sobre a chuva, um dos grandes temas da poesia natural. Aqui há uma lógica de mostrar não somente a chuva poética nem a chuva sublimidada, mas a chuva torrencial que destrói casas e deixa desabrigados, por vezes só com a roupa do corpo. É disso que trata o poema, dessas diferentes perspectivas. A inclusão do poeta chinês traz ao poema este desejo de indicar algo que ele julga ser maior que sua própria poética: a preocupação com o outro que está em risco em função da chuva forte.
Mar 23, 2021
49 sec
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