Show notes
Haikai ou quase, este poema se debruça sobre um tipo particular de espanto: o eu-lírico, ao despertar, parece menos colorido do que quando está a sono solto. Parece que o eu-lírico fica pálido ao acordar porque a vida do sonho por esta ser mais interior do que a vida em vigília. Entretanto, é ela, a vida em vigília com seus resquícios, que fornece a matéria-prima dos sonhos. Ou seja, é a vida vivida quem nos fornece as imagens para o nosso desejo.

