Verso Nosso - Ana Vífer
Verso Nosso - Ana Vífer
Ana Vífer
Poesias para ouvir todos os dias
Série A - Íris/Sarau/Já senti saudades
Série A - Ana Vífer Íris Nos seus versos, minhas digitais Na melodia, meus quadris para lá e para cá, ninando a nossa rebeldia No seu amanhecer, as nossas auroras se encontram no branco dos seus lençóis Um amarelo atravessa a cortina, é esse sol que vem nos ver Numa divina hipnose, as íris se cumprimentam e todo o seu olhar me ama e me chama O resto vem sem pudor, sem finesse, só amor Arrebatando o sono dos amantes que tão distante do chão pisam Lá fora o mundo continua acontecendo e aqui tudo simplesmente parou . . Sarau Meu cotidiano e oração Meu inverno aquecido e canção Meu lugar seguro, meu ninho Não vou te deixar sozinho Meu acorde complexo, meu sarau A melhor das poesias que cura meu mal O doce da maçã, meu afã O rosto que eu quero ver pela manhã A segurança e a paz O apoio para pular meus muros você faz É a minha melhor escolha, sim é Meu sossego dos desejos de mulher Para quem eu dou o ventre a conceber Me fiz sua até morrer Tanto, tanto amo que fico sã E da loucura que que fui nunca mais serei fã Meu resgate e abrigo Meu amante e amigo Meu lar, meu sabor Você é a minha descoberta da verdade divina sobre o amor. . . Já senti saudade Já senti saudade dos seus “ais” Senti saudade de ti, sem mais Eu senti saudade no adeus Dos seus olhos nos meus Senti saudade de nós Do timbre da sua voz Eu senti saudade dos porquês e tal Da sua aversão por carnaval Eu senti saudade até juntar Até ser um comigo e gostar Até que não houve mais espaço Entre o meu, o seu abraço Senti saudade até fechar-se o ciclo do eu Até ser meu como prometeu Senti saudade até o dia da aliança Até o sim e a nossa dança Eu senti saudade e não mais sinto De um jeito direito e suscinto Saudade não vou mais sentir Porque estou contigo para sempre e daqui eu nunca quero ir.
Sep 16, 2020
3 min
Série A - Argumento
Argumento - Ana Vífer Nessa velocidade dos seus lábios falantes Mil textos de improviso Esses argumentos saem em instantes Se qualquer preparação ou aviso E eu não me concentro em qualquer palavra dita A boca rosada me hipnotiza Como se ela sugasse meu resto de vida A morte lenta não se faz sofrida O brilho das palavras afiadas E o corte limpo na minha lucidez Uma precisão cirúrgica faz camadas Na minha antes incontestável intrepidez Fala alto e gesticula Numa dança, uma briga, um desejo Me desmonta e manipula Terminando a discussão em um beijo.
Sep 15, 2020
1 min