
“A luta faz a lei”, diz José Dirceu ao convocar: “às ruas, sábado, para dizer Fora, Bolsonaro”.
O ex-deputado José Dirceu, ministro da Casa Civil no 1º mandato de Lula na Presidência da República, crê que as ruas de todo o País demonstrarão sábado, nos atos de protesto contra Bolsonaro convocados por diversos movimentos da sociedade, força e vigor ainda maiores do que aqueles ocorridos em 29 de maio. “A luta faz a lei”, diz ele. E segue explicando o que pensa: “as ruas de sábado, para o Fora, Bolsonaro, vão mostrar que há hoje uma maioria que não suporta mais a ausência de governo, que não suporta a divisão social, a exclusão. E elas têm de começar a preparar o pós-Bolsonaro também”. Ele fez essa convocação ao participar do programa Sua Excelência, O Fato esta manhã, com os jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva. A íntegra do programa está no link abaixo, nesta página.
Para Dirceu, o maior desafio do ex-presidente Lula num eventual terceiro mandato na Presidência é trabalhar institucionalmente o regresso do Brasil ao pacto social e político que foi estabelecido a partir da Constituição de 1988. “A Constituição nos deu um pacto social, político, institucional que foi quebrado a partir do período do Temer”, analisa. “E isso se agravou muito com Bolsonaro. Destruíram o pacto político, o pacto social, o pacto democrático que traçamos com os militares. Devolver os militares para os quarteis, remontar a rede de bem-estar social, devolver as conquistas trabalhistas aos trabalhadores... há muito a ser feito no pós-Bolsonaro”. Para ele, além de tudo isso, será fundamental reposicionar o País na cena internacional. “O Brasil virou uma Nação periférica. Bolsonaro fez isso. E Lula é quem tem o maior preparo e a maior experiência para refazer os caminhos e restaurar a imagem brasileira no mundo”, crê o ex-ministro da Casa Civil.
Em sua participação no Sua Excelência, O Fato José Dirceu dedicou bastante tempo a ressaltar a importância que a esquerda brasileira tem de dar à reconstrução de pontes com as alas democráticas das Forças Armadas. “Sempre houve democratas entre os oficiais do Exército, da Marinha, da Aeronáutica”, disse ele. “Depois do golpe de 1964 a ditadura precisou cassar mais de 1.000 oficiais. Eram militares que não concordavam com o golpe. O general Lott e o brigadeiro Eduardo Gomes, por exemplo, não eram golpistas. Há oficiais que não vão baixar a cabeça para ordens antidemocráticas e golpistas do Bolsonaro que virão depois da inevitável derrota dele nas urnas”, diz Dirceu. “Precisamos trazê-los para cá, deixar claro que o Brasil precisa sim de Forçar Armadas – mas, de Forçar Armadas equipadas, profissionalizadas, que defendam o Estado e o território. Não é concebível imaginar o Brasil sem Forças Armadas, nós não queremos isso”, alerta. E, para ele, o grande desafio da esquerda é apartar a adesão de militares a falanges e milícias das polícias militares e de algumas guardas municipais que são mais permeáveis ao discurso de ódio do bolsonarismo. “Fundamental estar atentos a esses movimentos das PMs, das polícias civis”, diz.
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Jun 16, 2021
1 hr 17 min

O racionamento de energia no 2º semestre não só é inevitável como será maior do que o ocorrido em 2001. Sete usinas hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste secarão totalmente. Almirante de Esquadra, e incompetente na gestão dessa crise energética como o general Pazuello o foi na crise sanitária da pandemia, sintetizando a incompetência dos militares para a gestão pública, o ministro das Minas e Energia Bento Albuquerque está perdido em meio a lobbies e ignorâncias estúpidas (e corruptas) em Brasília. Ele se concentra na privatização da Eletrobras, tocada por meio de um lobby que tem por trás o notório empresário baiano Carlos Suarez. Eis a análise política em fast-track.
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Jun 15, 2021
10 min

Wizard, empresário bolsonarista, tentou comprar desconvocação à CPI
No programa Sua Excelência, O Fato (link para a íntegra abaixo) desta segunda-feira o jornalista Luís Costa Pinto afirma que o empresário bolsonarista Carlos Wizard, convocado para depor na quinta-feira (17/06) à CPI do Genocídio, tentou insistentemente estabelecer alguma “ponte” que conseguisse fazer os senadores da comissão desistirem de convocá-lo. Ao menos uma pessoa que trabalha na área do lobby empresarial em Brasília, e que é fonte de Costa Pinto, foi contactada por Wizard para esse fim. Consultor de relações institucionais, o profissional declinou de qualquer possibilidade de cumprir a “missão” e aconselhou o formulador do gabinete paralelo da cloroquina a se preparar para o embate.
O jornalista Eumano Silva, que também integra a bancada do Sua Excelência, O Fato, lembrou no programa que a CPI do Genocídio já foi muito além do tripé de investigações inicialmente proposto – falta de vacinas, negacionismo científico a administração de medicamentos sem eficácia e ausência de plano nacional de contenção à disseminação do vírus. “Agora, a CPI precisa sentar para analisar os documentos que a CPI a tem a fim de preparar as denúncias”, diz Eumano. “Acho que ela está falha e lenta nesse aspecto”.
Costa Pinto e Eumano foram muito duros, aindaao advertir para as manobras do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que manobra o Parlamento claramente no sentido de aprovar uma lei que obrigue a instituição voto impresso em 2022, como quer Jair Bolsonaro, e do modelo eleitoral de distritão. “Insistir no voto impresso é uma forma de interditar o debate e preparar as bases para um golpe”, diz Costa Pinto, que leu durante o programa trechos de artigo do sociólogo Celso Rocha de Barros publicado na Folha de S Paulo e que alerta para o que chama de “o golpe de 2022”. Eumano Silva, por sua vez, ressalta que o distritão desqualifica a representação política e destrói os partidos ao privilegiar a eleição de pastores, youtubers, palhaços, comunicadores.
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Jun 14, 2021
59 min

Os desafios do Jornalismo nos dias atuais
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Jun 11, 2021
1 hr 12 min

Análise em fast track.
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Jun 8, 2021
5 min

“Bolsonaro tem objetivos golpistas; Pacheco e Lira não podem ficar calados e Congresso e STF têm de ser contra o golpe”, alerta senador Alessandro Vieira
Ao participar do programa Sua Excelência, O Fato desta segunda-feira (link abaixo) o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), líder de seu partido e integrante da CPI do Genocídio alertou para a postura de arriscada parcimônia dos presidentes da Câmara e do Senado para com as ameaças golpistas de Jair Bolsonaro. “Não há dúvida de que o presidente da República tem um objetivo golpista”, disse Vieira. E seguiu: “Bolsonaro nunca escondeu que é um admirador da ditadura. Provavelmente, ele entende que esse é o mecanismo para fazer gestão de Estado. Na verdade, defender a ditadura é um mero esconderijo da sua própria fraqueza e incompetência. Ele é incompetente para fazer um plano de Brasil. É incompetente para colocar qualquer plano em prática. Aí a desculpa que as instituições não funcionam, as regras tão erradas. E que é preciso subverter tudo isso.”
O líder do Cidadania acredita que todos os caminhos de apurações de atos e omissões do governo federal conduziram à tragédia brasileira no rumo do genocídio – são quase 480.000 mortos por Covid-19 desde março de 2020 – e que o presidente da República tem responsabilidades civis e criminais nesse desastre humanitário. Ele se revelou decepcionado com a condução dos presidentes da Câmara e do Senado no atual estágio da crise política. “O Congresso está cumprindo parcialmente seu papel. Os presidentes das Casas, o senador Rodrigo Pacheco e o deputado federal Arthur Lira estão muito abaixo daquilo que se espera de quem comanda um poder e percebe que a democracia brasileira está em risco. E você não pode ter presidentes de poderes da República que fiquem calados”, diz Vieira. E segue: “E isso aconteceu não só no Parlamento, mas também no Supremo Tribunal Federal.”
O senador sergipano disse ainda aos jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva, que conduziam o programa, crer em “recuo tático” ao analisar o procedimento do Alto Comando do Exército ao não punir o general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello pela quebra da disciplina dos quarteis ao participar de ato político com Bolsonaro. “Nós precisamos ter um cuidado grande para tentar compreender o gesto do comando do Exército ao não punir o Pazuello. Esse gesto tanto pode ser uma rendição ao Bolsonaro como pode ser um recuo tático.”, diz ele. “O histórico do general Paulo Sérgio Nogueira (comandante-geral do Exército) é positivo, é democrático. É preciso ter uma compreensão mais afinada dos próximos passos que virão.”. Para ele, presidente da República insistirá no estresse institucional. “Bolsonaro é o tipo de governante que pode exonerar a cúpula das Forças Armadas por motivos obscuros”, advertiu.
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Jun 7, 2021
56 min

Forças Armadas e PMs viraram partido ad hocde Bolsonaro, adverte coronel Marcelo Pimentel
Coronel da reserva, punido em 2019 com advertência e repreensão por ter escrito dois tuítes que tiveram apenas duas curtidas, nos quais já alertava para a bolsonarização do Exército, o oficial de inteligência Marcelo Pimentel Jorge de Souza esteve no progra Sua Excelência, O Fato da manhã desta sexta-feira e fez uma análise profunda e impactante da anarquia instalada nas Forças Armadas a partir da ausência de punição ao general Eduardo Pazuello. “Nenhuma vivandeira, dessa vez, foi nos incomodar os nossos bivaques. Foi o Exército Brasileiro que decidiu ser protagonista da política. Tanto por atos notórios, quanto por atos que não eram percebidos com tanta facilidade”, disse ele aos jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva. “O Alto Comando do Exército, que são os 17 generais que integram o colegiado devia ter punido o general Pazuello, está praticamente inteiro no governo, ou esteve até outro dia. Dos 17 generais que compõem o Alto Comando, ao menos 15 está ou esteve ocupando cargos na administração direta desse governo.”
O coronel Marcelo Pimentel adverte que deixar o Brasil capturado por uma “crise militar” em meio à pandemia e à CPI do Genocídio que apura a inépcia do governo justamente no combate ao coronavírus e a responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro e do ex-ministro da Saúde general Pazuello no avanço e na trajetória da morte de mais de 47.000 brasileiros é uma estratégia. “Isso faz parte do plano deles. É uma narrativa que tem por finalidade mantê-los no poder. Essa anarquia tira o foco da crise real”, assegura. Marcelo Pimentel Jorge de Souza prevê uma advertência formal – ou mesmo punição com prisão – para o general Santos Cruz, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro que fez críticas agudas à não punição do ex-ministro da Saúde, e mesmo de uma divergência aberta entre Bolsonaro e o vice, Hamilton Mourão, general da reserva que advoga o imediato desligamento de Pazuello do Exército. “Isso tudo emula a candidatura do general Mourão”, crê o coronel Marcelo Pimentel. “Ou mesmo do Santos Cruz. Eles são membros do ‘Partido Militar’”. Para o oficial de inteligência, os militares apostam agudização da crise agora para seguirem como alternativa a uma suposta devolução do País à normalidade por meio de um deles surgindo no cenário como salvadores da pátria – aí, já sem a figura do Bolsonaro. Ou seja, o papel do presidente da República já estaria cumprido: anarquizar as Forças Armadas e confundir a cena política para fabricar outra candidatura de extrema-direita e militar.
Marcelo Pimentel Jorge de Souza diz não entender como seus dois tuítes, com duas curtidas, publicados em 2019 e que diziam estar o Exército se bolsonarizando, que o levaram a receber a punição mesmo já estando na reserva, fazem mais mal à imagem das For Armadas do que a participação do general Eduardo Pazuello em um ato político com Bolsonaro. “As polícias estão se parecendo com forças armadas e o policial se parece com militar. E vice-versa. Há um excessivo emprego de militares em GLOs (operações de Garantia da Lei e da Ordem). As Forças Armadas viraram um partido ad hoc do presidente Bolsonaro”, diz ele Sua Excelência, O Fato.
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Jun 4, 2021
1 hr 5 min

No Planalto, Pazuello conectará bolsonarismo com PMs e suas milícias nos estados
No programa Sua Excelência, O Fato de hoje (link abaixo para a íntegra do programa) o jornalista Luís Costa Pinto revelou o papel estratégico que foi dado ao general Eduardo Pazuello em seu regresso ao governo federal: conectar o bolsonarismo e o Palácio do Planalto com o baixo oficialato e com determinados comandos de Polícias Militares nos estados. Estabelecer a ligação direta de Bolsonaro e de seus filhos, de forma constante e estratégica, com policiais militares nas diversas unidades da federação. A violenta, desmedida, e repugnante repressão da PM de Pernambuco aos protestos pacíficos do último sábado, o “Fora, Bolsonaro” de 29 de maio que deixou dois cidadãos cegos de um olho – em razão de tiros desferidos por policiais militares – e lançou spray de pimenta contra o rosto da vereadora do Recife Liana Cirne (PT), foi a ponta do iceberg que do plano golpista de Bolsonaro.
Assumir o comando centralizado de facções das polícias militares em diversos estados e no Distrito Federal dá ao presidente da República a milícia armada com a qual ele pretende esgrimir poder e arrogância contra o Alto Comando do Exércio que se reúne hoje e insistirá na punição a Eduardo Pazuello. O general participou de ato político de apoio ao próprio Bolsonaro, no Rio, e falou aos presentes, em flagrante desrespeito ao Código Militar. Os generais de 4 estrelas – todos superiores a Pazuello – insistem na punição ao ex-ministro da Saúde. De volta ao governo, instalado no Palácio, Pazuello trabalhará em conjunto com o almirante Fla´vio Rocha – também da ativa. Rocha é o Secretário de Assuntos Estratégicos do governo federal. “Esse é um projeto, e isso é muito perigoso”, alertou o jornalista Fábio Pannunzio, da TV Democracia, que também participou do programa.
Leonardo Attuch, da TV 247, que também esteve no Sua Excelência, O Fato, cobrou o repúdio público e explícito de Rubens Menin, controlador da CNN Brasil a Jair Bolsonaro. O presidente da República xingou a jornalista Daniela Lima, âncora da CNN de Menin, de “quadrúpede” e açulou as falanges milicianas do bolsonarismo contra a repórter. Lima passa a correr risco real e se torna vulnerável a ataques insanos de bolsonaristas – inclusive dos tais “guardas da esquina” como os PMs criminosos de Pernambuco ou de Goiás (aonde um tenente da polícia militar deu voz de prisão a um professor que carregava em seu carro uma faixa chamando Bolsonaro de genocida).
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Jun 2, 2021
58 min

O que une as trágicas e catastróficas gestões do Brasil e da CBF? Há alguma razoabilidade em fazer, aqui, no auge da pandemia e às vésperas de uma 3ª onda de contágio, um torneio de futebol da Série B das seleções internacionais?
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Jun 1, 2021
7 min

“A represa da democracia brasileira começou a se romper em Minas Gerais, em 2014, por causa de Aécio Neves”, diz consultor de crises ligado ao Centrão
Ao encerrar uma participação no programa Sua Excelência, O Fato (a partir do minuto 59 do vídeo no link abaixo), dos jornalistas Luís Costa Pinto e Eumano Silva, o consultor de crises Mário Rosa estabeleceu um marco teórico para o começo do desmonte da democracia brasileira: a noite do domingo em que ocorreu o 2º turno da eleição presidencial de 2014. “Um avião que levava integrantes da campanha vitoriosa de Fernando Pimentel, de Belo Horizonte para Brasília, foi apreendido numa operação ilegal da Polícia Civil mineira com a PF da Lava Jato”, lembra Rosa. “Pimentel era governador eleito pelo PT em Minas, ainda no primeiro turno. Aquela ilegalidade, que virou uma Operação Acrônimo depois desmontada pela Justiça e pelo Ministério Público, é o marco do início do déficit de democracia no Brasil”.
Jornalista, ex-colaborador de do líder do governo Bolsonaro Ricardo Barros no Ministério da Saúde (no período Temer), amigo de diversas lideranças do PP, estruturador da campanha de Arthur Lira à presidência da Câmara dos Deputados, Rosa não conseguiu explicar quais são as linhas de defesa razoáveis do Palácio do Planalto e do presidente Jair Bolsonaro a partir das revelações que ficam patentes na CPI do Genocídio. A partir daí ele tentou fazer um exercício hipotético, no curso do programa, da possibilidade de o debate eleitoral de 2022 não ocorrer em torno das centenas de milhares de mortes de brasileiros durante a pandemia por Covid-19. Mas, sim, em razão de outros fatores como a economia. Ao ser lembrado do iminente racionamento de energia elétrica – o que impactará investimentos, inflação e desemprego – Mário Rosa admitiu, enfim, que o governo Bolsonaro não tem uma linha de defesa razoável para se contrapor à oposição na campanha eleitoral que já se iniciou.
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May 31, 2021
1 hr 7 min
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