Sala de Negócios
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Forvis Mazars no Brasil
O Sala de Negócios é uma fonte de inspiração para pessoas ligadas em empreendedorismo, mercado e finanças. Um bate-papo semanal com um convidado, sempre capitaneado pelo time da Forvis Mazars.
#380 O impacto do CFO moderno nos negócios das empresas | Marcelo Litvin (Tempo)
A figura do CFO como guardião dos números, que emitia recomendações à distância, está em transformação: o financeiro moderno tornou-se peça central na geração de valor do negócio. A base técnica de controladoria e contabilidade segue indispensável, mas não basta — mais do que ser o melhor especialista, é preciso orquestrar conhecimentos e ter uma visão generalista, entendendo marketing, CAC e retorno sobre investimento. Isso porque tudo converge para um propósito que não muda: criar valor, algo que exige enxergar a cadeia inteira, sem silos, num mundo de organizações cada vez mais achatadas e velozes. Por isso o CFO precisa sair da torre de marfim e sentar à mesa de negociação, "tomar a dor" das situações reais e ajudar a equilibrar margem e crescimento, em vez de apenas dar diretrizes distantes. Entre as empresas líderes, esse CFO orientado a negócio já é realidade absoluta; nas demais, é um caminho natural que tende a se desdobrar com o tempo.Participantes:Marcelo Litvin, CFO, Tempo.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Renata Gattai, Business Development, Forvis Mazars.
Sep 15
35 min
#379 O impacto da reforma tributária no valuation | Marco Pitta (Grupo Positivo)
Calcular o valor de uma empresa é um exercício de previsão sobre faturamento, margem e caixa futuros — e a reforma tributária embaralha justamente essas variáveis, tornando-se um fator decisivo no valuation. A lógica é a de um cobertor que muda de lado: a carga total tende a se manter, mas alguns setores ganham benefícios e outros passam a pagar a conta, como as locadoras de veículos, cuja tributação pode saltar de cerca de 9% para algo em torno de 22%. O impacto sobre o valor dependerá da capacidade de repasse: se o preço sobe, pode haver queda de volume, de receita, de EBITDA e, no fim, de valor de mercado, num jogo em que a concorrência faz cada player esperar o outro. Mais expostas ficam as pontas — empresas B2C, prestadoras de serviço e quem perde benefício fiscal —, enquanto quem está no meio da cadeia pode chegar perto do neutro. Por isso, não se pode apenas comparar alíquotas: com a não cumulatividade plena, é preciso olhar a empresa inteira — receita, créditos, opex, capex e a nova lógica de compras, em que o regime tributário do fornecedor passa a influenciar a margem.Participantes:Marco Pitta, Gerente de Controladoria, Grupo Positivo.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Leonardo Rosati, Sócio de consultoria tributária, Forvis Mazars.
Sep 7
41 min
#378 Como a reforma tributária vai impactar o fluxo de caixa das empresas | Tainá Moraes (Azul)
No mundo dos negócios, nada substitui o caixa, e é justamente sobre esse ponto sensível que a reforma tributária promete um dos seus efeitos mais profundos. Trata-se de uma reforma do consumo, que substitui ICMS, ISS, PIS e Cofins pelos novos IBS e CBS, alterando não só quanto se paga, mas quando se paga. Hoje as empresas apuram os impostos ao longo do mês e recolhem apenas no mês seguinte, um fôlego de até 30 a 40 dias que costuma estar embutido no planejamento de caixa. Com o split payment, esse intervalo desaparece: o imposto é destacado no documento fiscal, separado em tempo real e recolhido praticamente na hora da transação, retirando do caixa um capital que antes circulava por semanas. Além disso, o crédito amplo depende do pagamento do imposto pelo fornecedor, o que muda a lógica entre fornecedores e clientes — por tudo isso, a reforma precisa entrar no planejamento financeiro, com simulações de caixa e não apenas de carga tributária.Participantes:Tainá Moraes, Gerente Tributária para a Reforma, Azul.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.Carolina Pessôa, Sócia , Forvis Mazars.
Sep 1
37 min
#377 A infraestrutura invisível por trás de cada Pix que você faz | Felipe Facchini (Stark INFRA)
Como uma empresa nascida dentro de um banco digital se tornou a infraestrutura por trás do Pix, cartões e sistemas financeiros de bancos e fintechs no Brasil? Felipe Facchini, CEO da Stark Infra, e Marcelo Braga, sócio do Financial Services na Forvis Mazars, discutem arquitetura nativa em nuvem, microsserviços, governança de segurança em ambientes que transacionam trilhões de reais e o movimento de consolidação que deve marcar o mercado de instituições de pagamento nos próximos anos.Participantes:Felipe Facchini, CEO, Stark INFRA.Host(s):Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.Marcelo Braga, Sócio do Financial Services, Forvis Mazars.
Aug 27
33 min
#376 Como a prevenção na saúde gera economia e eficiência para as empresas? | Paulo Bittencourt (Plano Brasil Saúde)
Existe um paradoxo cultural na saúde: preferimos remediar a prevenir, esperando o problema se consumar para só então tratá-lo — um hábito que também pesa no bolso das empresas. Investir em prevenção parece encarecer o serviço no início, por exigir equipe qualificada, mas é o que o barateia no longo prazo, porque evita os picos mais caros, como internações e procedimentos que muitas vezes poderiam ser prevenidos. O modelo combate o desperdício, frequente nos encaminhamentos e exames automáticos, colocando uma equipe de saúde da família e a atenção primária à frente do especialista, o que resolve a maioria dos casos. Com isso, a empresa ganha duas vezes: paga um ticket mais justo, com reajuste mais previsível, e reduz o absenteísmo, enquanto o próprio paciente evita riscos como interações medicamentosas. Medida pela sinistralidade — a relação entre despesas médicas e receita —, a prevenção se mostra o caminho mais racional e sustentável, embora seu maior desafio siga sendo cultural: convencer as pessoas de que prevenir não é custo, e sim investimento.Participantes:Paulo Bittencourt, CEO e fundador, Plano Brasil Saúde.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
Aug 25
30 min
#375 A inovação na construção com novos sistemas construtivos | Fernando Scheffer (Espaço Smart)
A construção civil é um dos setores que mais resistem à mudança: seguimos erguendo casas com cimento e tijolo como há um ou dois séculos, num modelo ligado ao déficit habitacional, à alta poluição, à baixa produtividade e a uma mão de obra que envelhece rápido. A resposta a esse atraso é a industrialização, o mesmo caminho dos países desenvolvidos, com destaque para o steel framing — método em que se ergue primeiro um esqueleto de aço galvanizado e depois se fecham as paredes com placas, num processo que lembra a montagem de um Lego, com peças pré-cortadas e caderno de instruções. As vantagens se distribuem por público: obra mais rápida e orçamento mais previsível para o consumidor, desempenho térmico e acústico superior no dia a dia, menos peso e risco para quem executa e ganhos ambientais expressivos, como a redução drástica de entulho e do uso de água. As desvantagens — a necessidade de mão de obra especializada e a concentração do desembolso num prazo bem menor — tendem a diminuir à medida que mais profissionais se especializam. Viabilizado por um ecossistema de lojas, indústrias, engenharia e centros de treinamento, e já amparado por norma técnica, esse tipo de inovação deixou de ser promessa e se tornou uma escolha disponível no presente.Participantes:Fernando Scheffer, Diretor de Marketing e Sócio-Fundador, Espaço Smart.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
Aug 18
31 min
#374 O preço invisível do que nunca deu errado | Daniel Carvalho
Daniel Carvalho, especialista em Risco e Governança, e Janny Castro, sócia de Financial Services na Forvis Mazars, discutem por que áreas de segunda linha de defesa têm dificuldade em provar seu valor à liderança. O papo passa por como medir o custo de riscos que nunca se materializaram, por que dominar métricas como CAC e LTV amplia o espaço estratégico do executivo de risco, e quais riscos pessoais e éticos pesam na decisão de assumir um cargo estatutário.Participantes:Daniel Carvalho, Especialista em Riscos e GovernançaHost(s):Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.Janny Castro, Sócia de Consultoria Financial Services, Forvis Mazars.
Aug 12
48 min
#373 O papel do CFO numa franqueadora como a Milky Moo | Gustavo Oliveira (Milky Moo)
Numa franqueadora, o CFO faz muito mais do que cuidar de planilhas e balanços: o verdadeiro desafio é lidar com pessoas, e não com sistemas — a parte técnica, como o ERP e o processamento de dados, é a mais fácil. Cada franqueado é um universo próprio, com dores que variam conforme a geografia, e a diferenciação está no atendimento individualizado, garantindo as mesmas facilidades em qualquer região do país. Lidar com gente significa mediar conflitos saudáveis, quase sempre ligados à queda nas vendas, resolvendo a dor real em vez de recorrer à letra fria do contrato. Também é preciso demarcar responsabilidades com firmeza: a franqueadora entrega metade do caminho — modelo, marca e operação —, mas do balcão para fora quem comanda o negócio é o franqueado, e a gestão faz toda a diferença entre prejuízo e lucro. Nada disso se sustenta sem uma cultura orientada a pessoas, irradiada a partir da liderança, em que cada departamento funciona como uma microempresa alinhada ao sentimento da companhia.Participantes:Gustavo Oliveira, CFO, Milky Moo.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
Aug 11
37 min
#372 O M&A que mantém os fundadores no jogo | Matheus Pagani (Ploomes)
Fusões e aquisições costumam evocar a imagem de uma empresa grande engolindo uma pequena, com choque de culturas, demissões e fundadores que logo saem — mas existe um caminho em que a aquisição potencializa o negócio sem destruí-lo. A venda nem sempre nasce de necessidade: pode trazer segurança a quem apostou todo o patrimônio na empresa e, ao mesmo tempo, fazer sentido estratégico, como no encaixe natural entre um ERP e um CRM. A chave do modelo é a aquisição parcial, que mantém os fundadores como acionistas e, portanto, motivados a crescer junto, preservando a autonomia da operação enquanto a controladora apoia governança e estrutura. Esse desenho também acalma o time, porque evita a absorção da noite para o dia, que gera caos, cargos duplicados e medo. No fim, manter os fundadores é decisivo, sobretudo em empresas ainda em construção: substituí-los costuma travar a inovação e é uma das principais razões pelas quais tantos M&As dão errado.Participantes:Matheus Pagani, CEO e cofundador, Ploomes.Host(s):Cassio Politi, Apresentador, Tracto.
Aug 4
39 min
#371 Do retrovisor ao para-brisa: a virada na gestão de crédito | Rayane Queiroz (Genial Investimentos)
A Resolução CMN 4.966 rompeu com décadas de lógica reativa na gestão de crédito, trocando o retrovisor da perda incorrida pelo para-brisa da perda esperada. Rayane Queiroz, da Genial Investimentos, e Janny Castro, da Forvis Mazars, discutem os bastidores dessa transformação: os desafios de modelar risco em fundos, o limbo regulatório entre Banco Central e CVM/Anbima, o impacto no capital e nas estratégias de colateral, e por que a área de risco precisa sentar à mesa de originaçãoParticipantes:Rayane Queiroz, Head de Análise de Crédito e Risco de Crédito, Genial Investimentos.Host(s):Alexandre Abreu, Apresentador, Tracto.Janny Castro, Sócia de Consultoria Financial Services, Forvis Mazars.
Jul 30
32 min
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