
Decidi falar sobre algo que surgiu em conversa no Podcast do Tomé Ramos - Mais do que uma Vez já que há muitos anos que tenho vindo a pensar nisto (não necessariamente bem, já sabem que a bicha é aparentemente humilde no que toca aos seus pensares). E os nossos pais? O quanto nos condicionamos para os impressionar ou para não os desapontar? Por que raio é que eles nos incutiram estes valores? Quem estará certo? Será que ao nos desviarmos dos valores de família nos estamos a tornar na ovelha ronhosa (já aprenderam aqui qualquer coisa) ou será que nos estaremos a emancipar e sermos o orgulho da humanidade por nos termos questionado? É uma reflexão que sinto que nos faz bem a todos, independentemente das conclusões que vamos tirando pelo caminho e que as mesmas vão mudando. Sinto que se andarmos todos a comer com a testa tudo o que nos foi transmitido (ainda que pelas duas pessoas que, em princípio, nos amarão - ou deviam amar - mais do que tudo), acabamos por ser uma repetição de identidades e estamos a levar connosco a bagagem familiar também de erros e não só de sabedoria. Foram uns saudáveis 40 minutos a reflectir sobre isto, espero que vos dê vontade também de pensar sobre isto e de, que tal, falarem comigo no Patreon sobre o assunto. Estou disponível :) Embora vos avise desde já que o período me aparece amanhã e sou capaz de não estar tão tolerante. Não por uma questão biológica, mas porque me aproveito da questão ;)
Dec 22, 2020
36 min

Já chega dessa conversa? De que só os malucos é que vão ao psicólogo? Ou quem não tem amigos? Neste episódio tento explicar por a + b (adoro esta expressão) as várias razões que fazem com que a ida ao psicólogo não seja só importante como, muitas vezes, crucial. Falo sobre a vergonha de expormos as nossas fragilidades e os perigos das comparações com quem nos rodeia e parece estar maravilhosamente bem. Passo pelo optimismo imbecil (irrita-me desmesuradamente) e enalteço o optimismo inteligente. Isto deixando sempre claro que sou psycho e não psico nada. Tinha saudades vossas. :)
Oct 19, 2020
44 min

Não pensem que é por isso. Já ando a pensar neste tema há meses. Aliás, sendo sincera, desde a minha quarta classe que foi a primeira vez que me aconteceu. Falo-vos do coração, ainda que o discurso possa não ser o mesmo que mais se ouve de quem mais dói. Falo com respeito, com empatia, mas também com vontade que tudo caminhe para algo mais do que apenas um apontar do dedo a quem parece estar no lado menos vulnerável (pelo menos agora). Não é aceitável, não é tolerável, mas será que é possível compreender de onde vimos? E que todos precisamos ou beneficiamos de ajuda? Isto, dito por mim, uma gaja super assediável porque é a experiência que tenho tido, mas não vou ser mais. ;)
Sep 10, 2020
48 min

Pronto. Tinha que ser. Estou a usar o meu próprio pod em que falo sobre mim mesma para divulgar um livro que escrevi sobre a minha vida e os meus pensamentos. Há algo mais semelhante a onanismo que isto? Quem não souber o que quer dizer "onanismo" vale a pena ir ao dicionário, vai enriquecer a vossa vida. Já não tenho essa certeza sobre o meu livro. Chama-se "Alguém que me cale - As entranhas de quem tem tanto medo que já nem se assusta" e, apesar de parecer que estou com ar de quem vai revelar coisas do BES na capa, é sobre isso, sobre o medo. Optei por ler o capítulo sobre sexo neste episódio porque é o primeiro e porque é o que vende. Nunca vendi sexo, mas tenho consciência que teria feito uma óptima maquia. Aproveito só para dizer que está em pré-venda na internet e tal. Quem quiser, quem não quiser, amigos na mesma como dantes.
Aug 17, 2020
23 min

Ui e esses ciúmes de merd*? O quanto já sofreram com isso? Quantos ataques de ansiedade? Quantas chamadas sem serem atendidas? E cuscarem telefones e e-mails? Ou serem cuscados? E mudaram como se vestem? Deixaram de falar com pessoas, perderem amigos... Deixarem de ser parte do que são para que a outra pessoa lide melhor com o espaço que ocupam... E, de repente, a relação dura, mas vocês já não estão nela há que tempos... Acho que descobri como ter ciúmes de forma saudável e até como usá-los a nosso favor. Não quer dizer que deixemos de ter um olho esperto, antes pelo contrário. Na minha opinião (e experiência) terá mais a ver com estarmos atentos ao que recebemos e como mais do que nos mascararmos de inspector gadget e andarmos aí a fazer de CSI à parva. Viver em paranóia destrói, não constrói. E, atenção, que o nosso papel e responsabilidade é connosco. Não temos de nos fritar todos só porque uma relação dure até porque se uma das pessoas deixar de existir não é bem uma relação, mas mais um rapto. E, às vezes, voluntário - por muito que pareça contraditório. Tenho ciúmes, sim, mas vou ouvi-los e falar deles e com eles e mais coisas para encher esta legenda. É este o tema de hoje. É o que me vai na alma, espero que não estejam num daqueles dias de não conseguir adormecer por terem cenários terríveis na cabeça e esperarem que a outra pessoa vos acalme os vossos medos mais primários. Lembro-me bem disso e foi horrível. Está bom, já.
Jul 20, 2020
42 min

Não façam já esse revirar de olhos. Já estou para falar deste tema desde o primeiro e não estou a andar à boleia de acontecimentos recentes para fazer o Psychoterapia. Porém, tornou-se mais urgente fazê-lo e sobre isto. Houve uma altura em que tive de escolher não morrer logo e foi isso que me manteve por cá, ainda que sabendo que sobreviver dói. Mais difícil ainda quando sentimos que não estamos equipados para viver como os outros, que nos faltam peças ou/e que estamos estragados. Sentimos que é suposto conseguirmos viver, mas só conseguimos (enquanto conseguimos) sobreviver. Este ep. é pesado, não só por causa do meu IMG. Espero ter respeitado os enquadramentos mentais de quem sofre com a devida empatia e ter conseguido tocar onde e como se deve tocar quando queremos que alguma coisa fique. O que quero que fique é que pode valer a pena, ainda que tudo nos diga o contrário. Lembrem-se: quando tudo vos disser o contrário, a Joana Gama disse... o contrário do contrário. Confundi-me aqui um bocadito, mas acho que passei a mensagem.
Jun 30, 2020
31 min

Não é fácil, corações, não é fácil. Isto de ter graça, de ter nascido com graça, dela me correr nas veias tem o seu preço. Já se imaginaram a ser hilariantes o dia todo? E a rebentar com um Saxo? Olhem que é difícil. Onde ficam as outras emoções? E as outras pessoas que ficam tão abaixo de vocês na sua qualidade de hilaridade? É um mundo difícil para mim que tenho tanto talento. Sofram comigo, esta é a minha história até agora no que toca a ser hilária. Sou cá um prato. Sou, sim. Respondi às vossas perguntas relacionadas com isto que vos fiz no instagram. Sigam a bicha, avaliem a bicha (se forem boas avaliações) e subscrevam porque tem que haver um call-to-action nestas coisas.
Jun 17, 2020
50 min

Farta disto e até diria mais: SOU CONTRA ser CONTRA ou a FAVOR das coisas. Não se for em minúsculas e não se conseguirmos estar disponíveis para conversarmos uns com os outros, mas sou CONTRA irmos todos em manada sermos CONTRA ou A FAVOR sem serem coisas que mexam connosco ou que passem a mexer por mero mimetismo ou necessidade de pertença. Vivemos (felizmente) numa era onde tanto os imbecis (onde me poderei inscrever sem ter conhecimento) como os menos imbecis têm acesso à internet e a poder comunicar com imensa gente e o que sinto é que o tom de ambos os lados (embora, como possam ouvir, para mim não me faça sentido falar em dois lados, mas só num) é idêntico. Como é que pessoas mais informadas, com maior capacidade de reflexão, melhores condições para ter disponibilidade para articular o quer que seja acabam por cair na mesma forma de confrontação directa que outros que não o conseguem fazer? Se existisse mesmo uma diferença entre os que têm opiniões fundamentalistas pouco sustentadas em factos mas apenas na sua verdade (que, muitas das vezes, poderá ser tão curta), não seriamos capazes de escutar melhor? De saber com quem devemos falar e, melhor, COMO? Este podcast poderá ser um tiro no pé. Não sou muito segura a opinar sobre coisas que me dêem medo por me sentir ignorante ou por não me sentir no direito de falar delas (seja qual for o motivo), mas achei que podia contribuir para a conversa que, disclaimer, não é sobre RACISMO, é sobre termos que nos escutar melhor em vez de falarmos mais alto. O que me dizem? Candidato-me a presidente da Junta? Vá.
Jun 9, 2020
38 min

Bebés, lamento, mas já foi. Aqui a que "queria amor, pá!" encontrou um bocadão dele. Dê no que der, já está a ser fixe. Estou cheia de medo, mas também cheia de... fé. Quis partilhar convosco que somos todos merecedores de encontrar alguém que nos veja e que goste. Sem limar, sem manipulações, sem amputações. Dure o que durar, vale o que vale... mas estou feliz ;)
Jun 2, 2020
23 min

Não falo das vozes que dizem "escarafuncha o focinho desse indivíduo com uma faca de serrilha", falo de outras. Daquelas que às vezes sussuram tão baixinho que nos manipulam e nos reduzem. Ou que nos lixam um date porque só nos fazem pensar se a outra pessoa repara que não regulamos bem e durante quanto tempo temos de esconder quem somos e tal. Duvido que seja só eu, mas pode acontecer. Seja como for, deixei que três ou quatro das minhas vozes entrassem neste podcast um bocadinho à semelhança do Luís Franco Bastos mas com um pouco mais de cabelo e talvez uma maior necessidade de terapia.
May 24, 2020
50 min
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