
Neutralidade na psicanálise? Spoiler: não existe. Neste episódio, a gente desconstrói o mito do analista como espelho vazio e conversa sobre o que realmente ocupa o lugar da neutralidade: a ética, o envolvimento e a presença. Ferenczi, Winnicott e os desafios da clínica contemporânea – incluindo as sessões online e os riscos da tecnologia para o sigilo. Um papo sem filtro, sem neutralidade e sem rodeios. Aperte o play e se implica.
Jul 6
20 min

O que a ansiedade de hoje diz sobre a exigência de produtividade? O que a depressão de hoje diz sobre o vazio de laços? O que o burnout diz sobre uma cultura que transforma o trabalho em identidade e a identidade em mercadoria?A saúde não cabe no consultório. Ela transborda para a rua, para o trabalho, para os relacionamentos, para a política.Neste episódio, trago a pauta sobre uma saúde social — uma forma de perguntar como o sofrimento é produzido coletivamente e como psicanálise, psicologia e psiquiatria podem se unir para enfrentar o sofrimento da atualidade.Porque, no fundo, o que está em jogo não é o nome dos campos de saber. É a possibilidade de um cuidado mais ético, mais amplo e mais atento à complexidade do sujeito.Ouve e me diz o que você pensa? Comentários são sempre bem-vindos!
Jun 29
26 min

Neste episódio, eu começo com uma afirmação que costuma gerar incômodo: a psicanálise não é psicologia. Falo sobre por que isso importa, sobre a história que nos trouxe até aqui, sobre o cansaço de ver a psicanálise sendo reduzida a um puxadinho das psicoterapias, e sobre como o capitalismo quer transformar tudo em produto — inclusive a escuta. Também abordo a confusão que a classificação do CNPq gera, e defendo que psicanálise, psicologia e psiquiatria precisam dialogar sem se reduzir mutuamente. Porque, no fundo, o que está em jogo é a possibilidade de um cuidado mais ético e mais humano.
Jun 22
36 min

Neste episódio do Psicanálise e Cultura, proponho uma reflexão sobre uma das transformações mais silenciosas da contemporaneidade: a forma como a tecnologia modificou nossa relação com a perda.Se durante grande parte da história o luto era marcado pela experiência da ausência, hoje convivemos com fotografias, vídeos, mensagens, perfis ativos e até inteligências artificiais que mantêm, de alguma forma, a presença de quem já morreu.A partir da psicanálise — especialmente do texto Luto e Melancolia, de Freud — e de referências da cultura contemporânea, como o episódio San Junipero, de Black Mirror, convido você a pensar comigo: será que estamos preservando memórias ou dificultando o próprio trabalho do luto?Mais do que falar sobre a morte, este episódio é um convite para refletirmos sobre nossa dificuldade crescente em lidar com os finais, a finitude e o desaparecimento em uma cultura que parece não permitir que nada vá embora.Espero que essa conversa desperte boas perguntas e novas formas de pensar um tema que atravessa, cedo ou tarde, a vida de todos nós.🎧 Dê o play e venha pensar comigo.
Jun 15
26 min

Quantas relações se desgastam não por grandes conflitos, mas por pequenas coisas que nunca foram ditas?Neste episódio, converso sobre a difícil tarefa de comunicar os pequenos incômodos. Aquilo que nos incomoda, mas que consideramos pequeno demais para mencionar. Aquilo que engolimos para evitar conflitos, para não decepcionar, para não parecer difíceis ou exigentes.A partir da psicanálise e das contribuições de Winnicott, reflito sobre o medo de frustrar o outro, a necessidade de agradar, a formação do ressentimento e a importância de construir relações capazes de sobreviver às diferenças e aos desencontros inevitáveis da convivência.Porque, muitas vezes, o ressentimento não nasce de grandes feridas. Ele nasce de pequenas experiências que nunca encontraram palavras.Um episódio sobre comunicação, maturidade emocional, vínculos humanos e a coragem de dizer: "isso me incomodou".
Jun 8
18 min

Quando foi que opinião passou a ocupar o lugar do conhecimento?Vivemos uma época em que todos parecem ter algo a dizer sobre tudo. Redes sociais, podcasts, mesacasts, influenciadores e algoritmos transformaram a opinião em uma das principais moedas da cultura contemporânea. Mas existe uma diferença entre opinar e pensar. Entre comunicar e elaborar. Entre visibilidade e conhecimento.Neste episódio, reflito sobre a deterioração da linguagem, a lógica dos algoritmos, a cultura dos cortes e a crescente dificuldade de sustentar a complexidade. A partir de Freud, Byung-Chul Han e da psicanálise contemporânea, discutimos como opiniões muitas vezes funcionam como mecanismos de pertencimento, proteção narcísica e defesa contra a dúvida.E, ao final, uma provocação importante: o que tudo isso tem a ver com a formação em psicanálise e com a responsabilidade ética de quem ocupa um lugar de escuta?Talvez, em um mundo repleto de certezas, pensar continue sendo um dos atos mais revolucionários.
Jun 1
23 min

Neste episódio de Psicanálise e Cultura, proponho uma reflexão sobre a ideia de que estar em análise não é apenas sobre sofrimento. A partir da psicanálise freudiana, falo sobre como a dor muitas vezes nos leva a buscar ajuda, mas também sobre como o processo analítico pode abrir espaço para o desejo, a alegria, a singularidade e novas formas de existir. Um episódio sobre escuta, acolhimento e tudo aquilo que pode surgir quando o sofrimento deixa de ocupar todo o cenário da vida psíquica.
May 25
21 min

No episódio “O que me interessa é a imperfeição”, proponho uma reflexão sobre como a busca obsessiva pela perfeição tem produzido novas formas de sofrimento na contemporaneidade. Entre filtros, performances e ideais inalcançáveis, percebo que estamos nos afastando cada vez mais daquilo que nos torna singulares. A partir da psicanálise, trago uma provocação: e se fossem justamente nossas falhas, marcas, contradições e imperfeições aquilo que ainda preserva nossa humanidade? Uma conversa sobre subjetividade, cultura digital, desejo, imagem e o esgotamento de viver tentando parecer perfeito o tempo inteiro.
May 18
16 min

Vivemos cada vez mais entre filtros, superfícies lisas e corpos editados como se fossem de plástico. Neste episódio, refletimos sobre o desejo contemporâneo de controle, a intolerância ao erro e a transformação da vida em vitrine. O que se perde quando o humano precisa parecer perfeito o tempo todo?
May 11
17 min

Neste episódio de Psicanálise e Cultura, mergulho nas marcas deixadas pela pandemia de COVID-19 na constituição psíquica de crianças e adolescentes. A partir de uma escuta psicanalítica, reflito sobre os bebês que tiveram seus primeiros vínculos restritos ao ambiente doméstico, os adolescentes privados do encontro e lançados às telas, e os cuidadores que precisaram sustentar tudo isso em meio ao próprio sofrimento.Entre perdas, adaptações e invenções, proponho uma leitura que evita simplificações e busca compreender como esse período reorganizou modos de sentir, de se relacionar e de existir. Mais do que analisar “os jovens da pandemia”, o episódio convida a uma pergunta direta: como cada um de nós atravessou esse tempo — e o que ainda estamos tentando elaborar?Um episódio para quem deseja pensar a clínica, a cultura e a responsabilidade ética de escutar o que ainda não encontrou palavra.
May 4
19 min
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