Álef Souza; Pedro Alcântara; Jandson Alexandre; Renayson Girão; Patrício Pinho; Jardel Lima; Alisson Barroso; José Gilvan; Marcelo Mendes; Valmir Ferreira; Francisco Elenildo.
Onze nomes.
Onze trajetórias de vida.
Interrompidas.
Pela violência de um Estado que deveria protegê-las.
Onze famílias que, desde a madrugada dos dias 11 e 12 de novembro de 2015, choram o irreparável: a perda de um filho, de um companheiro, de um amigo, de um irmão.
O acontecimento, que conhecemos como “Chacina do Curió”, a maior chacina do Estado do Ceará, demarca o início de uma jornada que traz muita dor para os familiares e amigos das onze vítimas. A luta pela reparação, pela memória e por justiça. O embate com um Estado que mata e se nega a responsabilizar-se por isso.
O início de uma mobilização coletiva, o movimento de mães e familiares do Curió, que incessante e cotidianamente transforma o luto em luta.
Por eles. Pelos afetos pulsantes, pela memória dos onze.
Para que também nenhum a mais morra pela mão violenta do Estado.
Para que nenhuma outra mãe chore pela morte do seu filho.
O amor por cada uma das vítimas resiste às tentativas perversas de culpabilização dos assassinados, de silenciamento dos que ficaram e de apagamento da história. São seis anos de dor e de luta. Jamais serão esquecidos.



