Com mais de três meses de atraso, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento Federal de 2025 somente em 20 de março. Deputados e senadores só liberaram a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA) depois de receber do Executivo o compromisso do pagamento de emendas no valor de 50,4 bilhões de reais. Nos últimos anos têm se falado em “sequestro do orçamento federal pelo Congresso” ou ainda em “sequestro do presidencialismo por um parlamentarismo de emendas”. Para tratar desta relação entre Governo Federal e o Congresso Nacional e o que está em jogo no avanço do Congresso sobre os recursos do orçamento Federal, convidamos para o Ponto de Pauta o professor de Ciência Política do departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Santa Maria, Felipe Corral de Freitas.Para Felipe, o tema é complexo, profundo e reflexo dos contextos políticos pelos quais o país está passando, que tem alterado as dinâmicas entre Executivo e Legislativo. Mas o professor ressalta que a democracia no Brasil, a separação de poderes e a forma como ela foi pensada, previa essa relação por estar estruturada num presidencialismo de coalizão.



