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Moço, cuidado com ela!Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...Imagine uma cachoeira às avessas:Cada ato que faz, o corpo confessa.Cuidado, moçoÀs vezes parece erva, parece heraCuidado com essa gente que geraEssa gente que se metamorfoseiaMetade legível, metade sereia.Barriga cresce, explode humanidadesE ainda volta pro lugar que é o mesmo lugarMas é outro lugar, aí é que está:Cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingredienteQue vai cair no mesmo planeta panela.Cuidado com cada letra que manda pra ela!Tá acostumada a viver por dentro,Transforma fato em elementoA tudo refoga, ferve, fritaAinda sangra tudo no próximo mês.Cuidado moço, quando cê pensa que escapouÉ que chegou a sua vez!Porque sou muito sua amigaÉ que tô falando na "vera"Conheço cada uma, além de ser uma delas.Você que saiu da fresta delaDelicada força quando voltar a ela.Não vá sem ser convidadoOu sem os devidos cortejos..Às vezes pela ponte de um beijoJá se alcança a "cidade secreta"A atlântida perdida.Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernasCai na condição de ser displicenteDiante da própria serpenteEla é uma cobra de aventalNão despreze a meditação domésticaÉ da poeira do cotidianoQue a mulher extrai filosofandoCozinhando, costurando e você chega com mão no bolsoJulgando a arte do almoço: eca!...Você que não sabe onde está sua cueca?Ah, meu cão desejadoTão preocupado em rosnar, ladrar e latirEntão esquece de morder devagarEsquece de saber curtir, dividir.E aí quando quer agredirChama de vaca e galinha.São duas dignas vizinhas do mundo daqui!O que você tem pra falar de vaca?O que você tem eu vou dizer e não se queixe:Vaca é sua mãe. de leite.Vaca e galinha...Ora, não ofende. enaltece, elogia:Comparando rainha com rainhaÓvulo, ovo e leitePensando que está agredindoQue tá falando palavrão imundo.Tá, não, homem.Tá citando o princípio do mundo!



