Com a expertise de já ter acelerado 300 startups e investido em 114 delas, ganhamos com o tempo (e após analisar milhares de pitches) a habilidade de avaliar um bom empreendedor. Coisa que, na minha opinião, tem mais a ver com comportamento do que com a função que exerce profissionalmente.
Dessa experiência, nasceu também uma análise do arquétipo empreendedor ACE, com cinco principais características. São elas:
- Propósito: uma conexão afetiva com o problema que se dispôs a resolver. Não precisa ser uma sinalização de virtude, mas se manifesta como algo que move o desejo de sair da cama.
- Riscos Calculados: não é pegar um empréstimo no banco e não saber como pagar depois. Tem a ver com desafios moderados e planejamento, tendo consciência do desafio assumido.
- Coachability: é ter a capacidade de agir rapidamente ao receber feedbacks e ser absolutamente resiliente. Saber receber uma crítica negativa e ainda assim seguir em frente.
- Consciência: é usar o auto conhecimento em função de prever reações diante de situações estressantes. Além da capacidade ágil de se recuperar delas. O empreendedor deve ser consultor de si mesmo em situações difíceis.
- Network estratégico: é saber usar a sua rede, muitas vezes mais focado no estratégico do que no afetivo. Isso não é fácil, principalmente para os introvertidos, característica constante nos empreendedores.
E ainda debatemos o estereótipo do empreendedor unicórnio brasileiro. Eles vêm mesmo de determinadas universidades? Idade influencia? Existe realmente essa comparação?
Acreditamos no acúmulo de experiências como fator de sucesso, pois ajuda a criar casca. Mas não é fator determinante.
Falamos nesse episódio:
Convidados:
Arthur Garutti, partner ACE
LG Lima, partner ACE



