Do bom português: os esquadrões são os times multidisciplinares que trabalham com bastante autonomia para chegar a uma resposta para dado desafio, atuando em ambiente de alta incerteza.
Muitas empresas têm conceitos errados do que são Squads e como aplicá-los. Não basta colocar pessoas de áreas diferentes trabalhando em uma mesma mesa. É necessário dar a elas um objetivo (um grande problema da companhia, por exemplo) em comum.
O uso mais conhecido, e também a origem, é em empresas de desenvolvimento de softwares, pensando no ganho de agilidade de entrega do produto. Mas isso implica no que? Uso de pensamento lean, colocar o cliente no centro, autonomia para tomadas de decisão, visão de produto completa e entrega contínua.
O direcionamento é um só: “a empresa precisa chegar nesse objetivo. Façam do jeito que acharem melhor, com os processos que julgarem pertinente, contanto que o resultado seja entregue”. Sim, podemos emular o ambiente de uma startup, no sentido de dar autonomia e agilidade para moldar o produto de acordo com feedbacks de clientes - e redirecionar a rota sempre que necessário.
Nos Squads não existem cargos, mas existem funções, como o Product Owner, responsável por manter o projeto nos trilhos usando o olhar do cliente, e o Scrum Master, responsável pelas rotinas e processos.
Se o conceito de Squads não se aplica a empresa, há outras maneiras de adotar o Agile no dia a dia da companhia, como explorar células ágeis, rotinas ágeis, etc.. Cada nível de aplicação pode ser pensando para diferentes áreas de empresa.
E fica a dúvida: o uso da metodologia está deixando a empresa mais ágil ou mais frágil? Vale a análise. Assim como é OK não obedecer o Waze, também é OK não obedecer todo o frameworks das metodologias. E a rota sempre pode ser recalculada.
Sobre as metodologias mais conhecidas:
Scrum: analogia para exemplificar as paradas que um time de desenvolvimento deveria fazer para ajustar a rota. É o método de reinício de jogada no rugby após uma penalização, quando o time revê a estratégia rapidamente. O framework inclui também a gestão a vista: o que deve ser feito, fazendo e feito.
Kanban: ideal para projetos e processos de fluxo contínuo. Bem visual, ajuda a denunciar atividades e rotinas que não estão funcionando e demais gargalos. Boa metodologia para ser aplicada em áreas que têm rotinas bem definidas.
Falamos neste episódio:
Scrum: A Arte de Fazer o Dobro na Metade do Tempo, de Jeff Sutherland
The new product development game, Harvard Business Review
Convidados:
Sulivan Santiago, CTO e partner da ACE
Victor Navarrete, Head de Operações da ACE Cortex



