Growthaholics, por Pedro Waengertner | Inovação, negócios e empreendedorismo
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ACE Ventures
Ep. 10 - Trabalhar em Squads é para todos?
40 minutes Posted Nov 7, 2019 at 9:00 am.
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Do bom português: os esquadrões são os times multidisciplinares que trabalham com bastante autonomia para chegar a uma resposta para dado desafio, atuando em ambiente de alta incerteza.


Muitas empresas têm conceitos errados do que são Squads e como aplicá-los. Não basta colocar pessoas de áreas diferentes trabalhando em uma mesma mesa. É necessário dar a elas um objetivo (um grande problema da companhia, por exemplo) em comum. 


O uso mais conhecido, e também a origem, é em empresas de desenvolvimento de softwares, pensando no ganho de agilidade de entrega do produto. Mas isso implica no que? Uso de pensamento lean, colocar o cliente no centro, autonomia para tomadas de decisão, visão de produto completa e entrega contínua. 


O direcionamento é um só: “a empresa precisa chegar nesse objetivo. Façam do jeito que acharem melhor, com os processos que julgarem pertinente, contanto que o resultado seja entregue”. Sim, podemos emular o ambiente de uma startup, no sentido de dar autonomia e agilidade para moldar o produto de acordo com feedbacks de clientes - e redirecionar a rota sempre que necessário. 


Nos Squads não existem cargos, mas existem funções, como o Product Owner, responsável por manter o projeto nos trilhos usando o olhar do cliente, e o Scrum Master, responsável pelas rotinas e processos.


Se o conceito de Squads não se aplica a empresa, há outras maneiras de adotar o Agile no dia a dia da companhia, como explorar células ágeis, rotinas ágeis, etc.. Cada nível de aplicação pode ser pensando para diferentes áreas de empresa. 


E fica a dúvida: o uso da metodologia está deixando a empresa mais ágil ou mais frágil? Vale a análise. Assim como é OK não obedecer o Waze, também é OK não obedecer todo o frameworks das metodologias. E a rota sempre pode ser recalculada. 


Sobre as metodologias mais conhecidas: 


Scrum: analogia para exemplificar as paradas que um time de desenvolvimento deveria fazer para ajustar a rota. É o método de reinício de jogada no rugby após uma penalização, quando o time revê a estratégia rapidamente. O framework inclui também a gestão a vista: o que deve ser feito, fazendo e feito.


Kanban: ideal para projetos e processos de fluxo contínuo. Bem visual, ajuda a denunciar atividades e rotinas que não estão funcionando e demais gargalos. Boa metodologia para ser aplicada em áreas que têm rotinas bem definidas. 


Falamos neste episódio:

Scrum: A Arte de Fazer o Dobro na Metade do Tempo, de Jeff Sutherland

The new product development game, Harvard Business Review


Convidados:

Sulivan Santiago, CTO e partner da ACE

Victor Navarrete, Head de Operações da ACE Cortex