Gente Conversa
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“Gente Conversa” traz os podcasts de debate de Gente, a plataforma de insights da Globosat. São programas com aproximadamente uma hora de duração trazendo diferentes perspectivas sobre um tema, um estudo. É um bate-papo que conecta. [GloboAudio]
Gente Conversa #28 | Mais que 90 minutos
Quando o assunto é esporte, o futebol segue no topo da preferência dos brasileiros Isso não mudou. Mas, assim como tudo no mundo de hoje, o futebol também vem passando por transformações profundas. Algumas foram impulsionadas pela pandemia. Outras, pelo jeito menos estruturado com que os jovens consomem conteúdo. E ainda tem as mudanças legais, como a transformação dos clubes em sociedades anônimas e a chegada de novos jogadores nesse jogo. Por exemplo. Uma das principais novidades do futebol brasileiro nos últimos anos foi a popularização dos sites de apostas esportivas. Eles chegaram em peso ao Brasil depois de uma medida provisória em 2018. Em 2020, esse mercado movimentou 7 bilhões de reais. Além de fazerem a cabeça dos torcedores, essas plataformas se tornaram um dos principais anunciantes do esporte. E patrocinam grandes clubes do País. O crescimento do futebol feminino também é notável. Este ano, inclusive, estreia uma nova divisão no campeonato nacional: o Brasileirão Feminino A3. Assim, com três divisões, o Brasileirão Feminino movimentará 64 clubes de todo o país. O jogo das mulheres também ganha cada vez mais espaço na mídia e no coração das torcidas. E já se apresenta como um importante espaço para os clubes desenvolverem novos negócios, principalmente na área de marketing. Porém, algumas coisas nunca mudam. Uma delas é a importância da TV na vida dos torcedores. Outra, é a capacidade do futebol de gerar identificação, sensação de pertencimento e paixão. E é sobre essa paixão, e tudo que ela envolve fora do campo, que a gente vai conversar hoje. No papo, Juliana Wallauer recebe Erika Paulon Santos, Especialista de Marketing em Esportes Globo, Luis Fernando Santos, Gerente de Marketing Publicitário em Esportes Globo, e Arthur Silva, Head da Betway no Brasil. Bora jogar? Acesse pesquisas e insights sobre esportes em https://gente.globo.com/
May 17, 2022
1 hr 1 min
Gente Conversa #27 | Meio Ambiente Partido
O Brasil já foi protagonista da luta ambiental. Porém, nos últimos anos, há um aumento alarmante de queimadas e desmatamento ilegal. O país enfrenta até mesmo uma onda de descrédito internacional pela falta de ações de preservação do meio ambiente, com a possibilidade de sanções. A pesquisa "Meio Ambiente Partido", realizada pela equipe de Sintonia com a Sociedade, da área de Pesquisa da Globo, não deixa dúvidas: a maior parte dos brasileiros se preocupa com o aquecimento global. E a maioria reconhece que a principal causa desse fenômeno são as atividades humanas. Ao mesmo tempo, o levantamento também mostra como a polarização do debate público se infiltra até mesmo na pauta ambiental, criando abismos no diálogo entre quem se diz de esquerda, centro ou direita. Só que mesmo com essa divisão política, este é um assunto que ganha cada vez mais espaço, principalmente pela urgência com que se apresenta. E a urgência é bastante real. Por isso, precisamos entender: O que influencia a percepção que as pessoas têm sobre as mudanças climáticas? E qual é a real responsabilidade de cada setor da sociedade? Como ajustar o foco das ações individuais sem perder de vista as boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativas das grandes empresas? Essas são as perguntas que vamos tentar responder neste novo episódio de Gente Conversa que conta com a mediação de Juliana Wallauer e com a participação de Camila Bolzan, Presidente da Associação Brasileira de Psicologia Ambiental e Relações Pessoa-Ambiente (ABRAPA), Iara Poppe, Especialista de Pesquisa & Conhecimento da Globo, e Marcelo Rocha, Diretor Executivo do Instituto Ayika. Leia a pesquisa completa em gente.com.br Vem com a gente!
Apr 19, 2022
1 hr 9 min
Gente Conversa #26 | Como o brasileiro envelhece
Longevidade é tema do novo episódio do podcast Gente Conversa. Diferente dos clichês do passado, a transformação etária dos brasileiros caminha cada vez mais para uma maturidade ativa e independente. No país, 25% da população tem mais de 50 anos e esse grupo representa cerca de 40% do poder de consumo do Brasil. O 26º episódio de Gente Conversa discute as diversas formas de envelhecer em 2022. Comandado por Juliana Wallauer, o programa recebe a apresentadora Astrid Fontenelle, a gerente de insights da Globo, Flávia Toledo e a empreendedora e cofundadora do Hype 60+, Layla Vallias. A pesquisa ‘Diversa-idade: Um olhar aprofundado sobre a maturidade’, explorou a temática da longevidade e buscou entender as várias versões do Brasil 50+. Entre as descobertas, a pesquisa aponta que os brasileiros encaram a longevidade questionando padrões e redefinindo velhos conceitos. Dados da pesquisa também apontam que 70% dos brasileiros acima de 50 anos acessam a internet todos os dias e 64% usam as redes sociais. Para Astrid Fontenelle, a maturidade carrega valores e transformações importantes para a atualidade. “A gente está vivendo um momento onde as atenções estão voltadas para o bom envelhecimento. Nada mais moderno do que falar do envelhecimento, aliás, do que envelhecer. A tecnologia, a moda, o consumo são coisas que me interessam muito. A tecnologia é fundamental, ela é saber, ela é conhecimento, ela é conexão. Então, eu sou uma senhorinha toda conectada”, afirma. O entendimento da velhice no Brasil se estende por diversos recortes, entre eles, o recorte racial. Flávia Toledo explica como é o impacto de raça no entendimento da velhice no país. “O que é esperado da velhice? É que seja um momento de sabedoria e desfrute. Mas a gente sabe que, no Brasil, homens e mulheres negros demoram mais do que os brancos para poder vivenciar essa fase do descanso e do desfrute da velhice. Por quê? Porque eles têm que trabalhar mais, por mais tempo, para ser esse arrimo familiar. Eles têm mais familiares dependendo dele”, comenta. Já na perspectiva de gênero, Layla Vallias aproveita para destacar a lente comportamental que norteia a velhice do público feminino. “São as mulheres que mais trafegam e navegam melhor na maturidade. Um perfil aventureiro, explorador, que quer conhecer e fazer muito mais coisa pela frente”, conclui. Vem descobrir mais insights com a gente =) Acesse a pesquisa completa em https://gente.globo.com/
Mar 23, 2022
54 min
Gente Conversa #25 | Sotaques do Brasil
Gente Conversa #25 discute sobre sotaques brasileiros e atuação da publicidade no cenário multicultural do país As diferentes características linguísticas, culturais e identitárias das regiões brasileiras fazem do Brasil um país múltiplo e diverso. O novo episódio do podcast Gente Conversa discute sobre as singularidades dos vários sotaques espalhados pelo Brasil, a importância de contemplar a retratação de regionalidades e debate sobre como isso tem interferido na comunicação e atuação de marcas com seus clientes. Apresentado por Juliana Wallauer, o episódio recebe Gabriela Rodrigues, head de cultura e impacto na agência de publicidade SOKO, Cau Stéfani, especialista em pesquisa e conhecimento na Globo e David Fiss, diretor de serviços ao cliente e novos negócios da Kantar. No episódio, Cau Stéfani comenta sobre a série de estudos ‘Sotaques’, disponível na Plataforma Gente, e que tem o objetivo de descontruir estereótipos regionais e entender as características e identidades das populações locais. “Quando a gente fala que vai apresentar um estudo sobre sotaque, normalmente as pessoas associam única e exclusivamente a questão linguísticas. E a gente precisa parar e falar que a questão linguística é o que eu menos vou abordar. Eu tenho que abordar toda uma série de construção identitária, construção cultural, construção histórica de toda uma população”. Já no contexto da publicidade e comunicação de marcas, Gabriela Rodrigues acredita que as particularidades regionais precisam ser trabalhadas de maneira mais efetiva pelas empresas. “Eu sinto que hoje em dia, 2022, se a gente fizesse um raio x da publicidade brasileira, a gente veria que ela ainda é muito deslocada de realidade social brasileira. É quase como se fosse um mundo que nega o Brasil e tenta produzir conteúdo para ser consumido por quem mora no Brasil”. David Fiss, também aproveita o papo para refletir sobre o papel do consumidor no ato de contestar a não identificação nas publicidades que vão ao ar. “Por que não questionar a comunicação nas redes sociais? Cadê o sotaque da minha região aqui? Cadê a linguagem da minha região? Eu acho que a gente, como consumidor, é muito passivo, infelizmente”. Vem pra conversa com a gente =) Descubra insights nas pesquisas da série ‘Sotaques’ em https://gente.globo.com/
Feb 15, 2022
1 hr
Gente Conversa #24 | A (r)evolução é preta
Você já ouviu falar de Ubuntu? Essa é uma daquelas palavras de difícil tradução. De origem sul-africana, ela carrega uma reflexão filosófica a partir do seguinte ponto: 'eu sou porque você é'. Filosofia de preto, o ubuntu é, na prática, sobre cooperação. E essa é uma das chaves mais importantes para sacar de onde vem a potência da revolução preta que estamos atravessando. Eu explico: O ubuntu é revolucionário quando absorvido por comunidades marginalizadas. E as favelas brasileiras - de população majoritariamente preta - sempre tiveram na cooperação e no senso de comunidade a sua maior potência. E essa força já gerou enormes mudanças… Quer um exemplo? Basta se ligar em como a cultura negra se transformou no maior centro de influência artística do país. Os pretos brasileiros já não precisam mais do aval de ninguém para legitimar suas existências. O mundo é que tem que correr atrás. Mas ainda tem muita coisa pra acontecer - e pra ser revolucionada - nessa história. O ubuntu é um caminho para um outro conceito central da negritude contemporânea: o afrofuturismo. Já ouviu falar, né A cidade de Wakanda, da Marvel, ganhou espaço no imaginário de todo mundo quando a gente pensa sobre o termo. Mas a real é que afrofuturismo não é ficção, mas sim um jeito de transformar a realidade. O preto como protagonista, aliado à tecnologia, à ciência e ao poder. A ideia de Black Money, por exemplo, tem tudo a ver com isso. Se liga: Nos anos 90, uma pesquisa norte-americana descobriu que enquanto 1 dólar circulava por 30 dias dentro da comunidade asiática, na comunidade negra esse período se resumia a seis horas. Ou seja: o dinheiro saia das mãos dos consumidores negros, mas não chegava aos empreendedores negros. O black money é uma estratégia para mudar isso e propor que a comunidade se retroalimente, se fortaleça. Compre do preto. Ubuntu. Enquanto isso… No Brasil, um empreendedor preto tem os seus pedidos de crédito negados três vezes mais do que um branco. Construir uma rede comunitária que drible os racismos institucionais é um gatilho gigante para fazer das ideias afrofuturistas realidade. E essa ferramenta ganha ainda mais força quando a gente se lembra que o maior grupo demográfico do Brasil é o de mulheres negras. Que são, sim, massacradas pelo sistema. Mas resistiram, resistem e revolucionam. E ainda empreendem. A existência preta não é (só) composta por tragédias. O debate público já está sendo mais pautado pela necessidade de diversidade - mas precisamos agora converter isso em mais dinheiro, mais poder e mais saúde para o povo preto brasileiro. E é sobre isso que Túlio Custódio, Katiúcha Watuze, Luiz Felipe Sá e Rafaelle Seraphim vão trocar uma ideia com você hoje. Vem com a gente!
Jan 19, 2022
59 min
Gente Conversa #23 | O futuro da experiência
Gente Conversa #23 fala sobre o conceito da realidade mista e híbrida e de como isso vai impactar a vida da sociedade daqui para frente A pandemia chega em um momento em que a vida ainda é vivida dentro de casa, mas com a vacinação, escola, trabalho e eventos já retomam ao presencial, mantendo hábitos desenvolvidos durante o isolamento. E assim o termo híbrido vai tomando conta da cena e as experiências de cada um devem ser levadas em consideração, uma vez que geram emoções e as marcas buscam isso cada vez mais. Para debater esses assuntos, o novo episódio de Gente Conversa, sob o comando de Juliana Wallauer, traz os convidados Priscila Braga, CEO do GExperience; Franklin Costa, cofundador do ØCLB; Luciano Luccas, head de Brand Experience da Coca-Cola; e Duda Pereira, Gerente de Relações Públicas da Globo, que vão falar sobre o “Futuro da Experiência”. A conversa começa com o questionamento: como fazer os melhores dos mundos - unir as vantagens do digital com as emoções do presencial. E todos são categóricos: não é uma coisa ou outra e é preciso que o digital tenha ferramentas para fazer essa conexão. “Dependendo do conteúdo eu consigo otimizar muito mais no digital. Mas há momentos em que o coletivo faz muita falta e é insubstituível. Contudo, os dois formatos têm vantagens, se complementam. Basta buscar o equilíbrio entre eles”, compara Priscila Braga. Para Luciano, uma fronteira caiu e é apenas preciso gerenciamento. “O cenário é assim. Comercialmente é melhor ainda, pois consigo alcançar pessoas físicas e ainda ampliar. O negócio tem capacidade de aumento exponencial”, analisa. E atenção: Franklin explica que é “pecado” pensar que no modelo híbrido basta colocar uma webcam no cenário. “Tudo é percepção e no online a leitura é diferente. É preciso construir uma leva de profissionais que saibam trabalhar com essa linguagem e roteirizar onde está sendo trabalhada a emoção”, explica o cofundador do ØCLB. Vem conversar com a gente =)
Dec 7, 2021
48 min
Gente Conversa #22 | Quanto vale uma boa ideia?
A todo momento estamos gravando valiosos dados sobre nós mesmo enquanto navegamos pela internet. É com essa premissa que Ju Wallauer apresenta o novo episódio do podcast Gente Conversa “Quanto vale uma boa ideia?”, apresentado pelo Prêmio Profissionais do Ano. Com a lógica do algoritmo e do marketing digital voltado cada vez mais para os dados, a criatividade ainda é fundamental para se destacar na internet. Para tentar entender como os dados se transformam em informação relevante na construção de ideias e como isso muda a relação do consumidor com as marcas, o podcast reúne três profissionais que vivem isso no dia a dia: Livia Kinoshita, Gerente Executiva de Marketing na Volkswagen Brasil, André Vinicius, diretor de Negócios com Agências da Globo, e Luiz Sanches, Chairman e CCO da AlmapBBDO. “O papel da criatividade é inspirar as pessoas. Só existem números depois que você tem um estímulo, e esse estímulo vem de alguma coisa que inspira as pessoas. Os dados são importantes para continuar uma conversa. Mas o ponto inicial, a faísca, o que vai começar uma conversa tem que ser algo surpreendente, único. Sem criatividade o mundo fica chato. As pessoas precisam sonhar”, opina Luiz. “Saber que tipo de dado pode nos ajudar a construir estratégias de comunicação mais vencedoras é o grande ponto do jogo. Além de pensar na questão da comunicação e criação para as marcas, também muda a forma de produzir conteúdo. O Big Brother, por exemplo, se transformou no maior reality do Brasil, mas também em uma grande plataforma de gerar conversas e discussões sobre a sociedade”, afirma André Vinícius. “Ao mesmo tempo que a gente, como profissional de marketing, precisa criar esses estímulos. Antes, a gente determinava a vontade, mas sem canal de devolutiva. Hoje as coisas se misturam muito mais. A gente tem que criar as demandas, mas também tem que ouvir. Hoje os espaços estão abertos”, finaliza Lívia. Vem com a gente =) Tem mais sobre criatividade, dados e insights na plataforma. Acesse gente.com.br
Nov 9, 2021
47 min
Gente Conversa #21 | A Era do Pós-propósito
Globalmente 94% dos consumidores declaram que é importante para uma empresa ter um propósito forte e bem desenhado. Contudo, essa discussão já é antiga, pois o mundo já está na era do pós-propósito. E o que é isso? Agora a questão não está mais no discurso, mas na ação efetiva. O tema é tão relevante que o novo episódio de Gente Conversa, comandado por Ju Wallauer, recebe à mesa Gabriela Soares, Diretora de Estratégia da Talent Marcel, Herbert Zeizer, Head de Bens de Consumo da Globo, e Viviane Pepe, Diretora de Comunicação Avon. Em um contexto de muitas urgências e poucas soluções, o que fazer em tempos de pandemia para ajudar a mudar o cenário? Quando se escolhe gastar seu dinheiro em uma marca, espera-se receber mais do que apenas um bom produto. Por isso, cada vez mais se amplia o conceito de consumidores e cidadãos. Isso ocorre quando há um pouco mais de responsabilidade com a sociedade e com o planeta. Para Herbert Zeizer essa evolução da sociedade não foi linear: “Vamos fazendo a composição e nesse zigue zague consigo identificar uma evolução da sociedade nessa direção de consumir produtos de forma mais consciente. O consumidor está mais exigente, com mais disponibilidade para escolher”, explica. E foi a pandemia que acelerou algumas dessas preocupações. Com a população em casa, muitos valores foram ressignificados. “A ideia do propósito é antiga, vem de uns 10 anos atrás quando as corporações voltaram para seus negócios tentando entender o que poderiam gerar de valor para a sociedade. O que ocorre de novo é o amadurecimento desse conceito. Não é mais sobre falar o que faz, mas sim sobre fazer, o que de fato eu faço para mostrar esse compromisso. E antes da pandemia isso era uma tendência apenas. E a pandemia virou urgência. As pessoas não esperam mais das marcas, elas exigem. E se não fazem, elas boicotam”, analisa Gabriela Soares. Para a diretora de comunicação da Avon, Viviane Pepe, a pandemia evidenciou muitas questões que já existiam em relação ao comportamento e ao consumo. “A própria conexão que as pessoas têm com as marcas, a expectativa. É importante que as marcas sejam protagonistas nessas mudanças que o mundo está precisando. As marcas e o mundo inteiro estão sendo cobrados por se conectar com as necessidades do mundo”, aposta Viviane. Vem ouvir com a gente! gente.com.br
Sep 1, 2021
1 hr 5 min
Gente Conversa #20 | O futuro do cinema
A pandemia fez os planos virarem um presente mais do que urgente - nove entre dez brasileiros que têm internet em casa usam os serviços de streaming. Seria esse o caminho para a poderosa indústria cinematográfica? Sem grandes inovações técnicas, mas com uma grande transformação de conceito, o streaming promete ser a nova era do cinema. Para discutir o tema, o podcast Gente Conversa, comandado por Ju Wallauer, reuniu um time de peso: Teresa Cristina, cantora, compositora e uma das comentaristas do Oscar neste ano; Daniela Evelyn, Coordenadora de Consumer Insights no Telecine; e Bruno Roedel, Coordenador de Conteúdo Linear no Telecine. Desde o início da pandemia, em março de 2020, que a mágica experiência de ir ao cinema foi transportada para dentro de casa. Foi o momento da rica e poderosa indústria do cinema se dobrar às exigências de quem pode optar por assistir ao lançamento no conforto do lar. Para Bruno Roedel, ao contrário do cinema tradicional, que em geral abre mais espaços para transmitir conteúdos comerciais, o streaming oferece um cardápio completo para todos os gostos. “Dá voz a mais gente, de lugares variados e com mais diversidade de gênero. É possível num mesmo lugar obter uma lista de filmes mais intelectualizados e que fazem pensar e também os que divertem e fazem abstrair”, aponta Roedel. Assim como ocorreu na música, as plataformas digitais no audiovisual ajudam a democratizar e pluralizar as vozes, conteúdo e o alcance. “Ir ao cinema ou assistir de casa são experiências complementares, uma não invalida a outra. Quando saímos de uma sala da caixa preta da sala de cinema, o choque com as luzes de fora e o contato com a realidade à minha volta são importantes pois me dizem que aquela fantasia acabou. E isso acho muito importante em filmes de ação e de violência, por exemplo”, analisa a cantora Teresa Cristina, que recordou também dos momentos marcantes das suas lives musicais, no início da pandemia. Esse poder que o cinema tem de construir pontes, transforma o mundo e as pessoas. Ainda mais em tempos desafiadores que estamos vivendo. “O filme tira as pessoas da realidade, da rotina. E tem um grande potencial de criar empatia, faz com que as pessoas tenham outras vivências a partir das histórias narradas”, conta Daniela Evelyn. Vem com a gente =) gente.com.br
Jul 27, 2021
49 min
Gente Conversa #19 | Acessibilidade em conteúdo adulto
Estudos sugerem que o setor pornográfico movimenta em torno de US$696 bilhões anuais e que 30% de todos os dados que transitam pela rede carregam conteúdo pornográfico. Em toda essa produção há geração de conteúdos que retratam todos os corpos, gêneros, cores de pele, sexualidades e dinâmicas de relacionamento. Contudo, quando o assunto continua sendo pouco acessível para os portadores de deficiência visual e auditiva. Como esse público consome esse tipo de conteúdo se o que é feito hoje tem o áudio e a imagem como estrelas? Para debater esse tema que o novo episódio do podcast Gente Conversa, comandado por Ju Wallauer, abre os microfones para três mulheres falarem sobre sexo. As convidadas são Joana Peregrino, proprietária da Conecta Acessibilidade, empresa que transforma conteúdos de todos os formatos e gêneros acessíveis a pessoas com deficiência visual e auditiva, Claudia Rodrigues, professora, deficiente visual e consumidora de filmes adultos, e a diretora geral do canal adulto Sexy Hot, Cinthia Fajardo. “Quando pensamos em acessibilidade, temos uma visão generalizada. Contudo, é preciso levar em consideração a subjetividade de cada um, até mesmo no universo da deficiência. Em geral imagina-se que o deficiente é um ser etéreo, iluminado e que não sente desejos e atrações sexuais. Sem falar no grande número de casos de deficientes que sofrem, ou já sofreram abusos sexuais. E isso não tem relação com fetiche, mas sim de acharem que são pessoas mais vulneráveis e que não sabem se defender. A sociedade precisa estar disponível para ver e rever essa situação”, aponta Claudia Rodrigues. Segundo Joana, infantilizar a pessoa com deficiência torna tudo muito mais difícil. “Precisamos dar independência, e a audiodescrição ou a legenda descritiva vai trazer isso. No caso do trabalho de transformar filmes acessíveis é sempre um processo desafiador e com muitas regras. A audiodescrição, por exemplo, é uma modalidade de tradução, é uma versão. Escolhemos, com muita sensibilidade, o que é mais importante em cada cena”, explica Joana. O Sexy Hot já disponibiliza no sexyhot.com.br filmes do selo Sexy Hot Produções com esses recursos - tanto de legenda descritiva quanto de audiodescrição. A ideia é que, com o tempo, todos os conteúdos exclusivos do canal sejam acessíveis. “Entrar no canal de conteúdo adulto para mim não foi uma experiência encarada como tabu. Minha expectativa foi trazer o olhar feminino para essa indústria que durante anos teve um olhar essencialmente masculino e machista. E hoje 80% do nosso time na Playboy do Brasil é composto por mulheres, inclusive na equipe que faz a aquisição do conteúdo”, recorda Cinthia. Vem descobrir mais com a gente! gente.com.br
Jun 22, 2021
1 hr
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