
O que acontece na infância definitivamente não fica na infância. Há um tempo, a ciência trabalha com o conceito dos mil dias, que envolve o período da gestação (270 dias) e os dois primeiros anos de vida de uma criança (730). Segundo estudos, essa fase é considerada crítica porque determina boa parte da saúde até idades mais avançadas. É nesse momento, por exemplo, que o corpo e o cérebro estão em pleno desenvolvimento e, dependendo dos estímulos oferecidos, eles podem (ou não) atingir seu máximo potencial. O episódio desta semana do Dois Pontos aborda quais fatores são os mais decisivos para garantir essa evolução adequada, e como ela repercute na velhice. Também aponta quais aspectos, por outro lado, podem favorecer problemas nessa jornada. Para conversar sobre o tema, contamos com a participação da pediatra Ana Escobar, autora de livros como ‘Meu Filho tá Online Demais: Equilibrando o uso das telas no dia a dia familiar’ (Editora Manole), e a geriatra Cybelle Diniz, membro da comissão de título de especialista de geriatria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). O episódio é apresentado pela colunista do Estadão, Roseann Kennedy, com a participação da editora de saúde do Estadão, Thaís Manarini. ProduçãoEverton Oliveira CaptaçãoRenan Pagliarusi e Felipe Pedro (Felps) EdiçãoAnderson Russo ASSISTA TAMBÉM:Devemos dar um celular para as crianças?: https://youtu.be/YwkIdmRHOJc?si=Ilh1a56PkuTN2gbj Saúde: Como manter o cérebro ativo e protegido: https://youtu.be/31BapVproWw?si=JquP8sBPQcYYDUDY Canetas para obesidadehttps://youtu.be/P-VW7_pLVNQ?si=JjNB2mxnbk6zp66x ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Dec 3, 2025
1 hr 8 min

O avanço de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sobre cidades de fronteira tem sido central para a importação de carregamentos ilícitos, principalmente de cocaína e skunk (supermaconha), de países como Bolívia, Peru e Colômbia. Hoje, há presença de facções em quase metade das 772 cidades da Amazônia Legal, “demonstrando um processo de capilarização que transcende os grandes centros urbanos” e que resulta em impactos diretos à população, inclusive com o surgimento de "minicracolândias". Isso é o que aponta Cartografias da Violência na Amazônia, estudo divulgado recentemente pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Segundo o material, a região conta 17 facções ativas, com destaque para o CV, considerado a principal facção com atuação na floresta. Ao mesmo tempo, o PCC tem forte presença principalmente na chamada "rota caipira", que liga países como Bolívia e Paraguai a diferentes regiões do País. Os carregamentos abastecem não só o mercado local, como outros continentes, como África e Europa. Para falar sobre o combate ao crime organizado na região de fronteira, o Dois Pontos convidou Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e Gabriel Funari, pesquisador da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC, na sigla em inglês). O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Ítalo Lo Re, repórter da editoria de Metrópole do Estadão. ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nov 26, 2025
1 hr 3 min

Menos de um ano após Ainda Estou Aqui conquistar o histórico primeiro Oscar para o Brasil, o País tem mais um representante capaz de chegar à mais famosa premiação do cinema: O Agente Secreto, filme de Kleber Mendonça Filho estrelado por Wagner Moura. Vencedor de dois importantes prêmios no Festival de Cannes, o de Melhor Diretor e o de Melhor Ator, o longa vem recebendo prêmios internacionais, e aparece como forte candidato à conseguir indicações ao Oscar de Melhor Filme Internacional e ao de Melhor Ator. Para falar sobre os bastidores de O Agente Secreto, as chances no Oscar e o seu comentado ato final, o Dois Pontos desta semana recebe a atriz Laura Lufési, que tem um importante papel na produção, e Barbara Demerov, jornalista e crítica de cinema. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Beatriz Amendola, editora-assistente de Cultura. Produção: Everton Oliveira Edição: Anderson Russo Estúdio: NZN Distribuição: Isabel LimaSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nov 18, 2025
1 hr 5 min

O presidente da Argentina, Javier Milei, conquistou uma importante vitória nas eleições legislativas de 26 de outubro no país. Seu partido, A Liberdade Avança (LLA), ampliou seu número de assentos no Congresso e, junto com aliados, dará uma vida mais confortável para o libertário terminar os seus dois próximos anos de mandato. Os desafios, porém, continuam grandes. Milei tem pela frente a tarefa de avançar com suas prometidas reformas, sendo a trabalhista a primeira delas. Ainda que conte com a maior bancada do Congresso, o presidente não tem maioria e terá de negociar com outros partidos. Uma habilidade que ele não teve na primeira metade do mandato. Além disso, parte do teor das próximas reformas é impopular, em um contexto em que a paciência do argentino começa a se esgotar. Milei terá habilidade de dialogar com deputados e senadores para avançar com seu programa econômico? O que esperar da segunda metade do mandato do argentino? Para responder essas perguntas, o Dois Pontos recebe Carla Beni, professora de Economia na FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Flavia Loss, professora de Relações Internacionais do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Carolina Marins, repórter da editoria de Internacional do Estadão. Produção: Everton Oliveira Edição: Anderson Russo ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nov 12, 2025
58 min

A falsificação de dezenas de itens afeta a segurança, o bolso e a saúde da população. A falsificação e adulteração de produtos é um problema que afeta o bolso, a saúde e até a segurança de milhões de brasileiros. De bebidas a combustíveis, de alimentos a cosméticos, de cigarros a medicamentos: a falsificação está presente em diversos setores da economia. De acordo com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF), as falsificações, o contrabando e a pirataria geram um prejuízo de aproximadamente 471 bilhões de reais anuais ao País em perdas de arrecadação tributária e de faturamento das indústrias legalmente estabelecidas. Mas o prejuízo vai muito além do econômico. Produtos adulterados podem representar riscos sérios à saúde, como mostra a grave crise de adulteração de bebidas com metanol. O tema é complexo, com enorme impacto no cotidiano das pessoas e que precisa da reflexão e da ação do governo, empresas e consumidores. Para essa edição do Dois Pontos, recebemos Renata Cerqueira, integrante da Comissão Técnica de Alimentos do Conselho Regional de Química em São Paulo e professora da Faculdade de Engenharia de Sorocaba, e Rodolpho Ramazzini, advogado especializado no combate à fraude e diretor da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Gonçalo Junior, repórter do caderno Metrópole do Estadão. Disque denúncia ABCF (11) 3106 - 5149 WhatsApp ABCF (11) 99171 - 4526 E-mail: [email protected] Rede social: @abcf_associacao Produção Everton Oliveira Edição Anderson Russo ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Nov 5, 2025
52 min

Os governos brasileiro e norte-americano têm ensaiado uma reaproximação, mas a agenda brasileira no comércio global é extensa se o País desejar se integrar ao restante do mundo. Considerado uma economia fechada, o Brasil enfrenta um cenário complexo para se integrar ao restante do mundo, num momento de aumento do protecionismo liderado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As decisões do norte-americano têm implodido as regras comerciais que vigoraram nas últimas décadas. No fim de semana, os presidentes Lula e Donald Trump se reuniram na Malásia para abordar o tarifaço sobre as exportações brasileiras, entre outros assuntos. Para discutir os caminhos do Brasil no comércio global, o Dois Pontos convidou Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, economista e consultor da Pinnotti & Schwartsman Associados, e Emanuel Ornelas, professor da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Luiz Guilherme Gerbelli, repórter de economia do Estadão. Produção: Everton Oliveira Edição Anderson Russo ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Oct 29, 2025
1 hr 3 min

O acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas negociado pelo presidente americano, Donald Trump, entra numa nova fase marcada por riscos cada vez maiores. De um lado, o governo de Israel sofre pressão interna e externa para fazer concessões que no limite levem a um Estado palestino. Do outro, o grupo terrorista hesita em se desarmar. Diante do impasse, episódios de violência colocam em risco a breve trégua, que interessa tanto a Trump quanto a países árabes da região. Em meio a esse contexto, as consequências das negociações devem ficar mais claras nas próximas semanas. Para entender o que está em jogo, o Dois Pontos conversou com o ex-embaixador do Brasil no Irã, Eduardo Gradilone, e a professora de Relações Internacionais do Ibmac, Karina Calandrin. O episódio é apresentado pela colunista do Estadão, Roseann Kennedy, com a participação do subeditor de Internacional, Luiz Raatz. Produção:Everton Oliveira Edição Anderson Russo ASSINE O ESTADÃO:Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Oct 22, 2025
52 min

Quando o primeiro remédio injetável da classe dos análogos de GLP-1 surgiu, no início dos anos 2000, o foco era ajudar no tratamento do diabetes do tipo 2. Basicamente, o GLP-1 é um hormônio natural produzido no intestino. Ao imitá-lo, esse tipo de medicamento ajuda na produção de insulina, reduz a fome e aumenta a saciedade. Com o avanço das pesquisas e das moléculas investigadas, os cientistas notaram que essas drogas resultavam em uma perda de peso bastante expressiva, o que fazia delas opções interessantes também para o tratamento da obesidade. Estudos mostraram, por exemplo, que o Wegovy (cujo princípio ativo é a semaglutida) promove uma perda de peso média de 16% a 17%, enquanto o Mounjaro (que leva tirzepatida) pode chegar a 21% ou 22%. Acontece que resultados assim chamaram a atenção de quem não tinha diabetes nem obesidade – mas queria perder alguns quilos. Tamanha popularidade fez com que esses remédios ganhassem até o apelido de “canetas emagrecedoras” – algo rechaçado por especialistas, já que reduz o uso dessas drogas a algo puramente estético. Para falar das reais indicações de uso e dos perigos da banalização desses medicamentos, o Dois Pontos convidou a nutricionista Desire Coelho, especialista em transtornos alimentares e colunista do Estadão, e a endocrinologista Maria Edna de Melo, coordenadora da Comissão de Advocacy da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso). O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Thaís Manarini, editora de saúde do Estadão. Produção Everton Oliveira Edição Beatriz de Souza ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Oct 15, 2025
1 hr 3 min

Déficit de moradia, avanço do crime organizado e gargalos no trânsito são alguns exemplos dos desafios da cidade de São Paulo. Para 78% da população paulistana, os deslocamentos pela metrópole de quase 12 milhões de habitantes são os fatores que mais contribuem para a falta de tempo no cotidiano, de acordo com o Instituto Locomotiva. O avanço das mudanças climáticas — que já podem ser classificadas como emergências – aperta ainda mais esse nó ao aprofundar desigualdades sociais. Há boas notícias. O avanço tecnológico, com a inteligência artificial, pode apresentar novas soluções para os desafios urbanos, principalmente em uma cidade que se diferencia como polo de inovação e de produção de riqueza. Nessa encruzilhada entre o caminho da resiliência e correr atrás das consequências das tragédias ambientais, onde se localiza a cidade de São Paulo? Como construir uma metrópole mais verde, inclusiva e resiliente? Qual seria a “ação número 1” que deveria ser tomada imediatamente para mudar o rumo? Para falar sobre estratégias para tornar a cidade de São Paulo mais saudável e mais sustentável, o “Dois Pontos” convidou Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da USP e vice-diretor do Instituto de Estudos Avançados, também da USP, e Ciro Biderman, professor de graduação e pós-graduação em administração pública e economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e diretor do FGV Cidades. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Gonçalo Junior, repórter de Metrópole. Produção Everton Oliveira Edição Beatriz de Souza ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Oct 8, 2025
1 hr 17 min

Garantir a saúde cerebral passa por rever diversos hábitos cada vez mais cedo; episódio do ‘Dois Pontos’ traz os melhores caminhos para ter uma mente afiada agora e no futuro. Frequentemente, o cérebro é descrito como o maestro do organismo, já que coordena incontáveis funções do nosso corpo. Mas como garantir que toda essa engrenagem comandada por neurônios se mantenha saudável e funcional ao longo da vida? Essa é uma questão que tende a preocupar cada vez mais gente, já que a população brasileira está envelhecendo em ritmo acelerado – na esteira desse movimento, espera-se um aumento exponencial na ocorrência de demências no Brasil. Neste episódio do vodcast, a geriatra Claudia Suemoto, diretora do banco de cérebros da Universidade de São Paulo (USP), e o neurologista Diogo Haddad, head do Centro Especializado em Neurologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, ensinam quais hábitos de vida devemos adotar (e também evitar) para afastar o fantasma das demências. Eles ainda discutem a influência de fatores como o estresse e uma rotina multitarefa no bem-estar cerebral. O episódio tem a apresentação da colunista do Estadão, Roseann Kennedy, e a participação de Luciana Garbin, editora-executiva do jornal. Produção Everton Oliveira Edição Beatriz de Souza ASSINE O ESTADÃO: Seja assinante por R$1,90/mês e tenha acesso ilimitado ao nosso conteúdo. Acesse: http://bit.ly/estadao-oferta-ytSee omnystudio.com/listener for privacy information.
Sep 24, 2025
56 min
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