da ideia à luz
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Camila Tiago e Marcelo Augusto
Criação Ep#78 - 08/02/2022 - Gabriel Pederneiras e a criação da iluminação para o espetáculo Gira do Grupo Corpo
1 hour 42 minutes Posted Feb 8, 2022 at 10:00 pm.
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Gabriel Pederneiras é iluminador e diretor técnico do Grupo Corpo e sócio fundador da Blacaute produções, empresa especializada em criação, produção e desenvolvimento de projetos, espetáculos e eventos artísticos. Atualmente ele cursa Arquitetura e Urbanismo Centro Universitário UNA. Em 2017, elaborou o projeto de mecânica e iluminação cênica do Teatro Unimed - SP. Além do Grupo Corpo, Gabriel também iluminou trabalhos da São Paulo Cia de Dança, Cia Sesc de Dança, BH, Les Ballets Jazz de Montreal, Limon Dance Company - NY e Ballet Jovem Palácio das Artes. Como diretor técnico já atuou em diversos teatros da América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e Oceania.

Release:

Os ritos da umbanda – a mais cultuada das religiões nascidas no Brasil, resultado da fusão do candomblé com o catolicismo e o kardecismo – são a grande fonte de inspiração da estética cênica de Gira.

Exu, o mais humano dos orixás – sem o qual, nas religiões de matriz africana, o culto simplesmente não funciona – é o motivo poético que guia os onze temas musicais criados pelo Metá Metá para Gira.

Mergulhar no universo das religiões afro-brasileiras para se alinhar ao tema proposto pelo Metá Metá foram as primeiras providências dos criadores do Grupo Corpo. Mas engana-se quem pensa que vai assistir a uma representação mimética dos cultos afro-brasileiros. Alimentado pela experiência em ritos de celebração tanto do candomblé quanto da umbanda (em especial as giras de Exu), Rodrigo Pederneiras (re)constrói o poderoso glossário de gestos e movimentos a que teve acesso.

Concebido como uma instalação, o não-cenário assinado por Paulo Pederneiras cobre com o mesmo tule negro os corpos dos bailarinos sempre que estão fora da cena, transformando-os em éter, e as três paredes da caixa-preta, criando uma ilusão quase espectral de infinito.

Nos figurinos, Freusa Zechmeister adota a mesma linguagem para todo o elenco, independente do gênero: torso nu, com a outra metade do corpo coberta por saias brancas de corte primitivo e tecido cru.

coreografia: Rodrigo Pederneiras

música: Metá Metá
cenografia: Paulo Pederneiras
figurino: Freusa Zechmeister
iluminação: Paulo Pederneiras e Gabriel Pederneiras