
Neste mês junino, pedimos licença convidando vocês a se aprontarem em bandeirolas e comidas típicas, dentro de casa mesmo, para escutar com estilo nosso novo episódio.
No EP#28 do Cirandeiras e o quinto da temporada Ritmos vamos arrastar o pé com o Cacuriá direto do Maranhão, Nordeste do Brasil. E quem vem cirandar conosco para contar tudo sobre essa brincadeira cheia de malemolência sensual é Rosa Reis, cantora e responsável hoje por continuar o grupo cacuriá de Dona Teté. Uma grande mestra encantada da cultura popular maranhense.
A ideia dos festejos juninos no Maranhão é uma homenagem a quatro santos: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal. E, em meio a essas homenagens, tem comidas regionais deliciosas e muitos sons de tambores como do bumba-boi, tambor de criola e o cacuriá. No entanto, este último ritmo surgiu mesmo em outra festa religiosa.
Quer saber sua origem? Então bora fazer uma grande celebração aí de onde estiver, mesmo sem poder aglomerar, colocando seus fones, arriscando na cozinha pratos que te lembrem a festa junina e mexendo um pouco esse corpitcho com toda orientação bonita de Rosa e a iluminação de Dona Teté.
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho
Créditos trilha sonora: Músicas Rosa Reis e grupo cacuriá de Dona Teté, Axletree, Blue Dot Sessions, Crowander, Xylo-Ziko
Link citados no episódio:
https://imirante.com/oestadoma/noticias/2020/06/26/cacuria-uma-tradicao-do-sao-joao-do-maranhao/
https://www.youtube.com/channel/UCVEjpmun8KMbEN-zZKtcR4A (Canal youtube cacuriá de Dona Tete)
Jun 16, 2021
30 min

Já falamos aqui de Cavalo Marinho, Coco de Roda e Marabaixo. Culturas do Nordeste e do Norte do nosso país. Agora, no episódio 27 do Cirandeiras – o quarto da temporada Ritmos – vos apresentamos o Jongo, do Sudeste brasileiro. E quem nos deu as mãos foi Laura Maria dos Santos, arte educadora e mestre jongueira do Quilombo Campinho da Independência, em Paraty, no Rio de Janeiro. Nesta conversa com ela, saímos emocionadas e transformadas, para além de conhecer mais uma manifestação cultural que conta a história do Brasil. Entre tantas coisas bonitas que Laura fala, uma delas é que o conhecimento é sagrado e passá-lo adiante é uma obrigação, mas o eurocentrismo fez disso um negócio. Para a educadora jongueira e para nós (jornalistas do Cirandeiras) partilhar é uma missão. Então, bota o fone aí pra aprender um pouquinho com o nosso povo negro, entrar nesta roda de energia e jongar?
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho
Links para conhecer mais:
Documentário sobre o Jongo e o Quilombo Campinho: https://youtu.be/GQb5UNHXRYk
Mais sobre o Jongo: https://www.youtube.com/watch?v=VF0kvrdXZjE
May 12, 2021
28 min

Do Nordeste ao Norte. Chegamos a Macapá para conhecer o marabaixo. Uma forma maravilhosa de expressão elaborada pelas comunidades negras do estado do Amapá, manifestada especialmente por meio da dança e das cantigas denominadas “ladrão”.
Esses lamentos “roubados” eram cantados antigamente no porão do navio que vinha da África ao Brasil. No mar abaixo, no mar acima, assim como o movimento das ondas.
“Eu sou pelo toque do meu tambor”
Para cirandar conosco e nos apresentar essa cultura popular de resistência - Laura Ramos. Foi ela quem disse essa frase bem ressonante aí de cima. Laura é pedagoga, tocadora de tambor de Batuque, fundadora do bloco amapaense Ancestrais e militante do Movimento Negro Feminista.
Quando Laura entoa o seu canto com as perguntas dos versos, todos respondem num só momento, bem alto, para marcar os encontros especiais de cantorias do Marabaixo.
Link citados no episódio:
Percursos da tradição Sesc - dança do marabaixo: https://www.youtube.com/watch?v=Wmud0XEqN4s
Brincadeira do Marabaixo: https://www.youtube.com/watch?v=ba4K9uNMO90
Dossiê do marabaixo - IPHAN: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/DOSSIE_MARABAIXO.pdf
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho
Créditos trilha sonora: Blue Dot Sessions, Crowander, Pompey, The Marian Circle e composições originais de Laura Ramos
Apr 7, 2021
24 min

Continuamos a percorrer os Brasis ouvindo mulheres que resistem através da brincadeira das manifestações populares. Pelos quatro cantos do país, conhecemos a cultura local através de trilhas sonoras que vão dos pés, passa pelo umbigo e chega aquecendo os corações.
No segundo episódio da temporada Ritmos, pisamos na Paraíba para conhecer o coco de roda, originado do encontro nordestino da cultura quilombola com indígena, no trabalho da quebra dos cocos para a retirada da amêndoa. Entrevistamos Severina Luzia, mais conhecida como Cida de Caiana, mestra do grupo Desencosta da Parede, da comunidade quilombola Caiana dos Crioulos.
Do sertão ao litoral paraibano, o coco de roda agrega mulheres principalmente na cantoria e na dança, mas a ocupação nos instrumentos de pandeiro, ganzá, zabumba, caracaxás e cuícas tem crescido. Vem fazer escuta desse grande folguedo que reúne todos e todas para brincar.
E depois vai no instagram @cirandeiraspodcast ou em nosso facebook contar se mexeu os pezinhos por aí?
Coco e ciranda patrimônio de João Pessoa
https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2021/01/05/lei-reconhece-coco-de-roda-e-ciranda-como-patrimonios-culturais-imateriais-de-joao-pessoa.ghtml
Trailer documentário No caminho do coco: https://vimeo.com/182948696?fbclid=IwAR16qJqxRgUQ1CWDUVjfloZfYjNAyssu8qE4VxT7t6NgGxsW6avTcHckAxc
Roda em Caiana: https://www.youtube.com/watch?v=V7O_XpY4gBA
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho
Mar 3, 2021
23 min

A segunda temporada de Cirandeiras abra a roda para os muitos ritmos brasileiros, embalada pela trajetória feminista na cultura popular.
Continuamos a percorrer os Brasis ouvindo mulheres que fazem revolução, resistência e arte, aprendendo com a história dos nossos povos originários.
Neste primeiro episódio, conhecemos o Cavalo Marinho – expressão da zona da mata pernambucana que resiste há centenas de anos.
Entrevistamos Imaculada Salustiano, mestra do primeiro grupo de Cavalo Marinho de Mulheres, o Flor de Manjerona, criado em 2019.
Prepare-se para se encantar ao som da rabeca, do pandeiro e dos vários instrumentos e personagens reais e imaginários que compõem o espetáculo teatral, dançante e musical do Cavalo Marinho.
Links citados no episódio para aprofundar mais:
Aula dos passos: https://www.youtube.com/watch?v=jLB3iQKmaVA
Filmes e vídeos: https://www.youtube.com/watch?v=EVOZAf4vucY
https://youtu.be/W_8l-tP5-6s
https://www.youtube.com/watch?v=W_8l-tP5-6s
https://youtu.be/BvmCvtwGgkE
https://youtu.be/zzSnpeLLcXU
Desenho sobre mestre Salu e o Cavalo Marinho: https://youtu.be/eMVmqu6I-jw
Toada de Cavalo Marinho na Rabeca: https://youtu.be/CkXKEl5emeE
Flor de Manjerona: https://www.instagram.com/flordemanjerona/
Estreia:https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2019/12/tradicional-encontro-de-cavalo-marinho-na-casa-da-rabeca-completa-25.html
https://www.facebook.com/jornalistaslivres/videos/3235041419901019
https://www.instagram.com/p/CCrAN3fn4E_/
Entrevista com as mulheres do Flor de Manjerona: https://www.youtube.com/watch?v=kjO36oFdNkI
Vai lá em @cirandeiraspodcast no Instagram ou no Facebook conversar com a gente!
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho
Feb 10, 2021
23 min

Quem aí dançou ciranda esse ano em sonho, pensamento e nessas ondas sonoras? Na nossa última roda, vamos cirandar pela última vez em 2020 em clima de retrospectiva, de esperança para um 2021 com vacina, respeito e mãos com mãos real.
Temos muitos planos lindos, desenhadinhos, para desengavetar ano que vem (que as bruxas e deusas nos ouçam, e que vocês nos apoiem sempre!) Falamos disso neste Ep #23 e também chamamos de volta as cirandeiras da primeira temporada.
Foi tão incrível — muito além das nossas expectativas — tudo que ouvimos e construímos neste podcast esse ano, que não fazia sentido fechar um ciclo sem relembrar e procurá-las novamente, para reuní-las em uma mesma ciranda. E aprendemos tanto com a escuta delas durante um período difícil de enfrentamento ao Covid-19, né?
Agora fomos saber: o que aconteceu com nossas cirandeiras depois da passagem por aqui? O que significou para elas terem suas histórias narradas e espalhadas pelo Brasil? Fizemos contatos com muitas das 20 mulheres entrevistadas e recebemos algumas respostas emocionantes. Então, vem cirandar?!
E depois diz pra gente se gostou, se ouviu todos os episódios de Cirandeiras, se também se emocionou, e qual EP mais te tocou da primeira temporada? Vai lá em @cirandeiraspodcast ou no Facebook conversar com a gente!
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho.
Link para contribuir com novas cirandas em 2021:
www.apoia.se/cirandeiraspodcast
Trilhas:
Lia de Itamaraca
EntrePretas
Chico Correa and Electronic Band
Beto Villares
Lá Eles
Dec 9, 2020
25 min

Olá gente, nosso EP#22 quer te fazer um convite: a leitura do livro “Mulheres Quilombolas - territórios de existências negras femininas” lançado pela editora Jandaíra. E neste episódio especial, já adentramos essa literatura fazendo a escuta de uma das autoras.
Nossa ciranda apresenta uma brincante do ritmo moçambique, Sandra Maria da Silva Andrade, do Quilombo Carrapatos da Tabatinga, em Bom Despacho, Minas Gerais. Ela é uma das 18 autoras que apresentam suas escrivivências no livro.
Junto com Sandra, convidamos também para a nossa roda, Selma Dealdina, cirandeira que já esteve por aqui no início da primeira temporada do Cirandeiras, e é responsável pela organização do livro, além da filósofa Djamila Ribeiro, coordenadora da publicação, que nos conta como tudo isso começou.
Se eu fosse tu, já colocava os fones de ouvido agora, porque escutar vozes de mulheres negras é abraçar a ancestralidade. Só vem!
Depois, já sabem, vai no instagram @cirandeiraspodcast ou no Facebook conversar com a gente.
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho.
*Esse episódio foi feito com o apoio de 40 colaboradores da nossa campanha coletiva de financiamento <3
Links citados:
Para comprar o livro "Mulheres Quilombolas - territórios de existências negras femininas"
https://polenlivros.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/mulheres-quilombolas/
Nov 18, 2020
24 min

Faltam poucos dias para as eleições municipais e nossa ciranda sonora retorna hoje percorrendo as cinco regiões do país para fazer escuta atenta de cinco candidatas a vereadoras. Do Pará ao Paraná, te convidamos a cirandar conosco e se inspirar no voto através dos bastidores das campanhas de *mulheres indígenas, quilombolas, periféricas e sertanejas* Nossa ciranda especial Eleições tem um time arretado: Iza Tapuia (PT) de Santarém-PA; Laura da Mutuca (PTB) de Nossa Senhora do Livramento-MT; Erica Daiane (PT) de Juazeiro-BA; Poliana Souza (UP) de Belo Horizonte-MG; Andreia Lima (PT) de Curitiba-PR. E tu já sabe, depois vai lá no nosso instagram @cirandeiraspodcast conversar com a gente sobre eleições e mulheres!
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho.
*Esse episódio teve o apoio de 33 colaboradores da nossa campanha coletiva de financiamento
Links relacionados:
http://www.generonumero.media/eleicoes-2020-candidaturas-negras-maioria/
https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2020/eleicao-em-numeros/noticia/2020/09/29/so-1-a-cada-10-candidaturas-a-prefeito-e-de-mulher-nenhum-partido-lanca-mais-candidatas-mulheres-do-que-homens.ghtml
https://mulheresnegrasdecidem.org/ https://diplomatique.org.br/mulheres-negras-decidem-para-onde-vamos/
https://jornalistaslivres.org/mandato-coletivo-jaragua-e-guarani-e-boulos-juntos/ http://votenelas.com.br/
Nov 4, 2020
53 min

Quais os seus desejos de fim de vida ? O que nós, produtoras do Cirandeiras, desejamos no fim dessa primeira temporada é que todes que passaram por aqui se sintam tocados e transformados pela escuta, com vontade de exercer o bem viver em comunidade. E faz parte disso, como ciclo natural da vida, uma morte digna, com cuidados, conforto e carinho até o último suspiro. No nosso vigésimo episódio, aprendemos a morrer. E quem nos conduz na ciranda da finitude é a cearense Maria Edileusa Braga Freire, moradora da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro há mais de três décadas. Conselheira da saúde, Edileusa sempre lutou para defender o SUS e salvar vidas. No projeto voluntário Comunidades Compassivas, coloca em prática a sabedoria de que presença e amor também curam e eternizam vidas. Já ouvisse falar ? Com a pandemia do coronavírus, a morte tornou-se palpável todos os dias, mas não para ser banalizada, para que possamos identificar as lutas que devemos travar para vivermos melhor em sociedade, de mãos dadas, claro ! Tu não pode perder esse papo lindo de morrer [e de viver] com Edileusa e uma gente bonita que entrou nessa última volta de ciranda especial, visse ?! Bota logo pra tocar aí no teu ouvido porque o tempo passa de pressa.
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Júnior Niquini.
*Esse episódio teve o apoio da ONG Artigo 19, através da campanha #compartilheinformação #compartilhesaúde
Links relacionados:
https://abacashi.com/p/compaixaoilimitada
https://ekrbrasil.com/
https://www.otempo.com.br/hotsites/vivendo-a-morte
https://www.youtube.com/watch?v=yol5gN4Z9nI
https://testamentovital.com.br/
Aug 26, 2020
31 min

Nossa ciranda da semana é sobre dar à luz em meio a uma pandemia de Covid-19🤰🏾
Falamos dos dados assustadores de mortalidade materna neste período, de violência obstétrica, direitos reprodutivos e corpos negros. Mas esses desafios já existiam antes mesmo da chegada do coronavírus, como nos contou Edina Shanenawa, da Terra Indígena Katukina Kaxinawá, localizada no estado do Acre, Norte do Brasil. É ela que vai nos conduzir nesta roda sobre parteria da tradição lá da floresta Amazônica. 🌿
Para quem mora na aldeia, o parir tem outros significados e rituais. Muito diferente dos procedimentos da cidade. Edina passou por uma situação violenta durante o trabalho de parto de sua filha caçula em um hospital de Rio Branco. Foi a primeira vez em cima de uma maca, já que suas outras gestações ocorreram na aldeia com todo apoio de uma família ancestral de parteiras. 🙌🏾
Muitas mulheres embarcaram na jornada da maternidade no mundo que existia antes do coronavírus e rolou um 360º, né? Elas agora precisam se preparar para cuidar de uma vida em um cenário muito diferente. Um mundo de mais medos, incertezas e solidão. 🦠
Então, nosso penúltimo episódio da temporada Pandemia te convida a refletir sobre a vida, sem fundamentalismo e violações, entendendo que a terra é útero e é com ela que deveríamos aprender mais a nascer e renascer. No tempo e na colheita certa, como nos ensina @edinashanenawa 🌻
Aproveita que agosto é o mês da Pachamama [nossa mãe terra] e vem fazer essa escuta com a gente. E depois de ouvir, nos conta o que tu achou ? 💜
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Júnior Niquini.
*Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan, e da ONG Artigo 19, através da campanha #compartilheinformação #compartilhesaúde
Links relacionados:
https://amazoniareal.com.br/irmas-lutam-pelo-resgate-do-povo-shanenawa-no-acre/
https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3726
https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Shanenawa
https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-24/maes-yanomami-imploram-pelos-corpos-de-seus-bebes.html
https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-30/apos-mobilizacao-de-maes-yanomami-por-corpos-de-bebes-mortos-por-covid-agentes-do-governo-vao-a-aldeia.html
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/07/16/Por-que-o-Brasil-%C3%A9-o-pa%C3%ADs-com-mais-mortes-de-gestantes-por-covid-19
https://almapreta.com/editorias/realidade/pretas-gravidas-e-no-pos-parto-morrem-mais-por-covid-19-do-que-brancas
http://www.milhaspelavidadasmulheres.com.br/
https://apublica.org/wp-content/uploads/2013/03/www.fpa_.org_.br_sites_default_files_pesquisaintegra.pdf
https://amazoniareal.com.br/criancas-yanomami-tres-corpos-de-bebes-estao-em-cemiterio-e-um-no-iml-de-boa-vista-rr/
Aug 18, 2020
31 min
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