Os principais Bancos Centrais do mundo mantiveram as taxas de juros estáveis em meio à elevada incerteza causada pelo conflito no sudoeste asiático, que já eleva o petróleo a mais de USD 110 por barril. O viés de alta para a inflação global reduz o espaço para as autoridades monetárias seguirem com os processos de flexibilização dos juros. Os efeitos de longo prazo dependerão da duração do conflito e por quanto tempo o petróleo permanecerá acima de USD 100 dólares.
No Brasil, a abertura intensa dos juros desde o começo de março levou o Tesouro Nacional a recomprar títulos, o que segurou parte da performance da renda fixa brasileira. A decisão do Copom de cortar os juros em 25 bps veio conjunta a uma comunicação mais dovish, que sinaliza a disposição do Comitê de seguir calibrando os juros ao longo deste ano.
Nesta semana, acompanhamos a Ata do Copom e o IPCA-15 no Brasil.



