MANIFESTO ERUPÇÕES
A alvorada será com os povos e as gentes criando o amanhã
Manifesto é um resultado da prática do manifestar. E manifestar é colocar no mundo. Por definição, é verbo transitivo direto, bitransitivo e pronominal. Manifestar é declarar. Anunciar. Demonstrar. Refletir.
Significado é o que damos às coisas a partir de relações de reconhecimento. E é tempo de significar. De ressignificar. Disputar o pão e as palavras. Os espaços e as gentes. Disputar o presente. Não mais a disputa entre nossos semelhantes, mas a disputa coletiva pelos amanhãs possíveis e futuros imaginados.
Este manifesto parte de múltiplas construções, apreensões da realidade, pesquisa e troca de mentes e corações que, cansadas e cansados da escuridão da longa noite vivida, encontraram na ação primeira o lastro para encontrar o mar.
Acendemos as fogueiras de dentro, partilhamos luz e calor no breu para alumiar os caminhos até que o dia chegasse. O fogo organizado não é apenas tocha.Vira uma fogueira que lhe é própria. Nessa jornada, o mar de fogueirinhas busca incendiar cada vez mais. E não apenas sobreviver até a alvorada.
Nosso mar de fogo e chama vive em cada artista, em cada esquina de cada periferia. Vive em cada educador que trava o combate diário e contínuo. Em cada produtor que encontra formas mesmo quando o amanhã era apenas sonho.
No fazer, nesse movimento de juntar gentes e acender mares, nos esquecemos da espera. E a alvorada, antes distante, está diante de nós. Pois a alvorada será dos povos, das gentes e territórios. Criando. Fazendo. Sendo.
A alvorada é agora.
E quem chegar perto, pega fogo.
São Paulo, Junho de 2023.
Vozes (Por ordem de aparição):
Otávio Marques
Cinthia Arruda
João Batista
Tamires Menezes
#ArteJuntaGente #AprendendoAtravés



