O surgimento do cristianismo se deu em um contexto histórico marcado por tensões políticas, sociais e religiosas. A Palestina do século I estava sob domínio romano e os judeus viviam divididos entre correntes religiosas como fariseus, saduceus, essênios e zelotes, que aguardavam um enviado de Deus que libertaria Israel da opressão romana.
A partir disso, Jesus de Nazaré iniciou sua missão aos 30 anos de idade. É importante compreender que, além dos milagres que realizava, pregava também valores como justiça, misericórdia e amor ao próximo, atraindo assim a população da época.
O cristianismo é a crença baseada no único Deus que se manifesta em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. A figura central desta religião é o próprio Jesus de Nazaré, considerado pelos cristãos e protestantes como Filho de Deus e o Messias prometido.
Após sua ressurreição e a ascensão de Cristo para a eternidade, após 40 dias ainda encarnado, as primeiras comunidades começaram a ser formadas.
Os discípulos organizaram comunidades primeiramente em Jerusalém, seguindo depois pelo apóstolo Paulo, sendo considerado último apóstolo através de suas cartas, começaram a espalhar o evangelho com influência helenística, como Antioquia, Corinto e Roma, que passaram a enxergarem Jesus Cristo como figura das profecias messiânicas.
Nos primeiros séculos, os cristãos foram perseguidos pelo Império Romano, acusados de não venerarem os deuses oficiais e o imperador, o que levou muitos à execução e se tornarem mártires. Essa história é contada em detalhes em outro episódio aqui no podcast.
Entretanto, dois fatos foram marcantes para a virada histórica do cristianismo:
• A conversão do imperador Constantino, onde concedeu-se a liberdade religiosa com o Édito de Milão (313).
• A oficialização da fé cristã pelo imperador Teodósio em 380.
Fonte: Casa do Saber



