Show notes
Anatomia ou anatomie, deriva de dois vocábulos gregos, “ana” (parte) “tomnei” (cortar, seccionar), ou seja, analisar o objeto parte por parte.E parece ser justamente isso que Justine Triet nos propõe nesta incrível peça cinematográfica.O fato central da película, logo no início da trama, já se apresenta para estudo, vindo em decúbito dorsal, tal qual o corpo recentemente inanimado de Samuel.E à medida em que as peças deste quebra cabeças vem sendo apresentadas, a cineasta propõe a reflexão de que, nas relações humanas, a realidade absoluta se revela inalcançável e, por isso, até mesmo prescindível. Aqui, o que se revela possível é a construção de uma realidade consensual e compartilhada, resultado do embate de narrativas, espólio das disputas de poder e da batalha de subjetividades.Por fim, a queda deixa de ser meramente literal.Vem com a gente debater este filmaço, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, que caiu nas graças do público e da crítica especializada.



