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#382 Lula enfrenta revolta dos nanicos na campanha eleitoral | Hesitação vacinal e o risco da volta de doenças erradicadas
1 hour 6 minutes Posted Aug 10, 2022 at 11:00 am.
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QUARTA, 10/08/2022: Neste início de campanha eleitoral, quem você acha que é o alvo de todos os outros candidatos e candidatas à presidência? Seria o atual presidente, um golpista confesso, antidemocrático aprendiz de ditador, mentiroso compulsivo e que comandou um governo que foi incompetente em todas as áreas? Matou milhares de brasileiros por uma doença que já tinha vacina, jogou o país de volta no Mapa da Fome, destruiu a credibilidade do Brasil no exterior. Seguramente, deve ser esse cara o alvo dos adversários, né não?

Não. O alvo preferencial dos adversários tem sido o ex-presidente Lula, que lidera todas as pesquisas. Ontem começou o que eu chamo de revolta dos nanicos. Candidaturas sem expressão e sem a mínima chance de chegar à presidência passaram a atacar o ex-presidente até com baixaria. Tirando André Janones, que aceitou apoiar Lula e virou o seu principal cabo eleitoral na internet, os demais optaram por mirar o ex-presidente. O coach que se perdeu na montanha, Pablo Marçal, depois de ser defenestrado pelo próprio partido, afirma que Lula é tão ladrão que roubou sua candidatura. A candidata laranja do União Brasil, Soraya Thronicke, que se diz advogada de família, comparou eleger Lula à mulher vítima de violência doméstica que volta para o marido.

Bolsonaro, Ciro Gomes e Simone Tebet também não poupam críticas ao ex-presidente. No caso deles, creio eu, mais por uma questão estratégica. A mulher de Bolsonaro apelou para a intolerância religiosa nas redes sociais para tentar tirar votos de fanáticos religiosos de Lula, associando o ex-presidente com o demônio e atacando religiões de matriz africana. Ciro Gomes segue na sua estratégia de atacar Lula e Bolsonaro ao mesmo tempo, mas acaba fazendo a famosa falsa equivalência entre os dois e o resultado disso já está sendo visto no seu derretimento nas pesquisas. Simone Tebet, apoiadora do impeachment de Dilma, disse no Roda Viva que, no segundo turno, é provável que seu partido apoie Bolsonaro. É aquela famosa ameaça: "se você não fizer o que eu quero, eu vou ter que votar no Bolsonaro…". O MDB é um caso à parte, já que grande parte do partido não apoia nem a própria candidata.

Vão dizer que é do jogo, que o líder nas pesquisas certamente será o mais atacado e que tem que estar preparado para isso. É verdade, faz parte. O que não faz parte é ver candidato nanico tentando chamar atenção com baixaria contra Lula enquanto no Palácio do Planalto, com a conivência de muitos desses, um aprendiz de fascista está há quase 4 anos destruindo o Brasil e minando a própria democracia. Ela, que permite que essas candidaturas nanicas existam.

ENTREVISTA: MICHELLE FERNANDEZ E MARCOS PEDROSA
Hesitação vacinal, sucateamento do PNI, movimento antivacina e o mau exemplo do presidente com relação às vacinas colocam o Brasil em risco para a volta de doenças erradicadas.

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