Show notes
A "Ciência", com inicial maiúscula, é pra quem mesmo!? Num contexto em que novos paradigmas anticiência que estão surgindo às pampas, foi por muito tempo comum a atitude de solene indiferença: não se deveria gastar tempo com estultices assim. O problema é que essas "maluquices" são, para a maioria da população, muito mais fáceis de assimilar e correlacionar com aspectos da realidade; e com o auxílio fundamental das redes sociais, cresceram exponencialmente. Só agora, com muito atraso e com ganhos efetivos ameaçados, acadêmicos, divulgadores científicos e amantes das ciências parecem se preocupar com o fenômeno.
Neste episódio, procuro evidenciar que falta muito "do nosso lado da força" para vencer os "terraplanismos". Perdemos todo o sentido desses fenômenos ao simplesmente moralizar as posições contrárias sem considerar os elementos humanos e sociais que afetam não só aos desorientados mas a nós mesmos, entusiastas, divulgadores e produtores de conhecimento. É preciso zelo e espírito colaborativo não só para combater as ideias desinformadoras, mas para acolher e lidar autenticamente com as motivações de quem adota essas perigosas posturas pseudocientíficas disfarçadas de ceticismo metodológico.
Música da vinheta: Estático (Mombojó - álbum: Nada de Novo, 2004)



