Seis meses após levantar uma rodada Série C com a Advent, a mesma gestora que ajudou a construir o case da TOTVS, a Skyone está testando na prática o que significa ter um novo sócio de peso: mais capital para acelerar aquisições, além de acesso a expertise para continuar crescendo.
Neste episódio do podcast MVP, Gustavo Brigatto, fundador do Startups, conversa com Ricardo Brandão, CEO da Skyone, sobre os primeiros meses dessa nova fase e os planos da empresa para os próximos anos.
Com M&As no radar, Ricardo explica que a integração pós-aquisição é mais decisiva do que a própria compra, e como a Skyone estruturou uma área interna só para isso depois de aprender lições duras ao longo dos últimos dois anos.
Ele também fala sobre o paradoxo que vive boa parte do mercado brasileiro: enquanto todo mundo quer falar de inteligência artificial, 70% dos workloads corporativos ainda nem migraram para a nuvem. O papo passa pela transição do modelo SaaS para o modelo de agentes, os planos de internacionalização da companhia e pela filosofia da Skyone de seguir apostando no PME em vez de migrar para o Enterprise.
Durante a conversa, o CEO também reforça que o IPO não é a linha de chegada, mas apenas um mecanismo de financiamento dentro de uma jornada sem fim, e que o objetivo é construir uma empresa que se perpetue ao longo do tempo.
"Os que vão e voltam são os sócios, os fundadores, os gestores, os executivos, e a empresa tem que ser construída à prova deles", afirma Ricardo, que complementa: "Não sou CEO, estou CEO".
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