Onde se aborda o conceito de soberania cognitiva perante o declínio acentuado dos níveis de atenção entre os jovens, agravado pelo uso intensivo de ecrãs e pela inteligência artificial generativa. Investigações indicam que a capacidade de concentração humana reduziu drasticamente, tornando o pensamento crítico e a autonomia intelectual recursos cada vez mais escassos e vulneráveis. A obra alerta para o risco da delegação cognitiva, em que a tecnologia substitui o esforço de raciocínio em vez de o complementar no processo educativo. Defende-se que as escolas devem ensinar a leitura profunda e a reflexão pessoal de forma deliberada, protegendo o espaço da criação de juízo próprio. Em última análise, garantir a capacidade de pensar de forma independente é apresentado como um desafio essencial para o futuro da cidadania e da aprendizagem.
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