O debate sobre a inteligência artificial na educação tem vivido, em grande parte, refém de um equívoco. Discute-se o plágio, discutem-se formas de blindar os testes e os trabalhos escritos contra a geração automática de texto, discutem-se proibições e filtros. Tudo isto é compreensível, mas pouco produtivo. O problema de fundo não reside na capacidade de um modelo de linguagem redigir um ensaio convincente em trinta segundos; reside no tipo de ensaio que continuamos a pedir e, sobretudo, no tipo de aprendizagem que esse ensaio pretende avaliar. Se a tarefa pode ser resolvida por um comando simples num chatbot, talvez a tarefa, e não a ferramenta, precise de ser repensada.