A Saúde é tema incontornável da sociedade moderna e, quando a ela se juntam as tecnologias, a conversa não podia ser menos do que interessante. Na mais recente edição do Future Enterprise Show, o convidado é Luís Vaz Henriques, IT/IS Diretor na Lusíadas Saúde que aborda os principais desafios do setor e a sua experiência nas tecnologias, ao longo de um debate moderado por Gabriel Coimbra, Group Vice President and Country Manager da IDC e Fernando Bação, Professor Catedrático na Nova Information Management School.
A Saúde versus os outros setores
Luís Vaz Henriques recorda que passou pelas grandes transformações da banca, por via dos seus 10 anos ca Caixa Geral de Depósitos: “Lá fiz tudo o que havia para fazer do ponto de vista de redes e base de dados; foi o momento em que as tecnologias estavam a crescer e nós criámos toda a rede e aplicações do edifício da João XXI, a entrada da rede de IP, a passagem das token rings, etc”.
Alguns anos mais tarde, já depois de passar pelas consultoras, este responsável abraça novos desafios num setor diferente, e entra na então PT, “com responsabilidades de direção de primeira linha em várias áreas diferentes: webização do mundo PT, criação e lançamento do primeiro site internet ou dos primeiros datacenters e, finalmente, a liderança das equipas de TI no lançamento do MEO”.
A chegada à Saúde, em 2013 tem muito a ver com o facto de sentir que este “é o setor mais interessante e mais desafiante para estar, do ponto de vista das tecnologias”. A verdade é que “temos tecnologia em todo o lado, mas na saúde pouco o nada sabemos do nosso corpo, por antecipação”. E, é tão ou mais importante, “saber que, se o sistema falhar, mais do que “apenas” dinheiro, aqui perdemos vidas humanas”.
Talvez por isso, Luís Vaz Henriques olhe para os próximos anos na Saúde como um período repleto de desafios importantes, a começar, desde logo, na efetiva e eficaz “definição dos processos”.

