Future Enterprise Show
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IDC Portugal
#26 - Gonçalo Oliveira - Tecnologia assume papel vital no setor do turismo
58 minutes Posted Feb 15, 2022 at 5:03 pm.
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Show notes

O setor do Turismo surge cada vez mais associado à digitalização, sem a qual se torna quase impossível oferecer aos clientes uma experiência completa.

Mais uma edição do Future Enterprise Show (FES), mais uma troca de experiências, desta feita com Gonçalo Marques Oliveira, executive committee member e CIO, Pestana Hotel Group. O setor é o do turismo e da hospitalidade, mas as tecnologias e a digitalização comandam toda a conversa.

Gonçalo Oliveira celebra, em 2022, 20 anos de atividade em tecnologias, uma área relativamente à qual nutria “alguma simpatia, a normal de qualquer pessoa que usa tecnologia, mas poucas expetativas profissionais”. E, também por isso, “em 2002, quando me perguntaram se teria interesse em estar ligado a temas de tecnologia, na então Portugal Telecom, a minha primeira reação foi que isso poderia ser um grande problema”.

A verdade é que então como agora, “tive sorte por ter bons contactos profissionais que me ajudaram a entender diferentes temáticas e a evoluir”. Mas, acima de tudo, a sorte maior, considera o CIO do Grupo Pestana, foi “poder casar a curiosidade profissional com uma atividade que não está parada, evolui e muda todos os dias; para quem gosta de tecnologia é bom poder continuar a querer mais e a investigar”.

E falar de evolução é falar também destes últimos dois anos de pandemia, com mudanças grandes no cenário tecnológico e uma correlação inversa entre as TI e a economia: o investimento em TI continuou a aumentar exponencialmente mesmo com a quebra na economia.

E, apesar de, no contexto do Grupo Pestana, a regra ser “olhar com cautela para os investimentos a fazer, desde 2020”, fruto da pandemia, a verdade é que “2021 foi um ano melhor, mas ainda com muita incerteza, e 2022 vai ser melhor ainda, mas sempre com prudência e foco nas TI”. A verdade é que o Grupo “teve que, ainda assim, investir mais em tecnologia, numa correlação indireta”.

E há três fatores chave que suportam esta realidade: uma confirmação da importância dos canais eletrónicos para o processo de compra, uma melhor gestão do ecossistema de fornecedores e parceiros, muitos deles por via de processos digitais e, finalmente, a consciencialização de que a tecnologia em si “passou a ser parte importante do nosso negócio, pela importância da base de clientes que se tem e a forma como se gere, a interação feita, etc”.