O convidado do quadragésimo sexto episódio é Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidente do Clube de Regatas do Flamengo, clube que presidiu entre 2013 e 2018. Ao longo da conversa, Eduardo fala sobre as medidas que a sua administração implementou e que foram essenciais para a mobilização da torcida – bem como para possibilitar a transformação deste activo intangível em facturação –, a importância da profissionalização da própria administração, o quão valiosas foram as parcerias que o Clube foi fazendo com empresas internacionais de consultoria, o potencial comercial do programa Sócio-torcedor ou, ainda, as medidas que se poderão tomar de forma a proporcionar estabilidade aos treinadores, algo dificultado pela própria cultura do futebol brasileiro. Adicionalmente, Eduardo explica o que foi feito de diferente, durante a sua administração, a nível da base (i.e. futebol jovem), mostra a importância dos novos CTs (i.e. centros de treino), inclusivamente no âmbito da contratação de novos jogadores, além de aprofundar as razões pelas quais é mais benéfica para o Flamengo a administração do Maracanã do que a construção de um estádio próprio. Por fim, entre outros temas, o ex-presidente do Mengão expõe o que falta ao futebol brasileiro para ser dos campeonatos mais consumidos a nível mundial, justifica a efemeridade da Copa Sul-Minas-Rio e indica os motivos pelos quais o Flamengo se deve manter como uma associação sem fins lucrativos, ao invés de se transformar num clube-empresa.

