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Em cerca de 71 referências vamos encontrar a palavra “porque”. Justificando o “porque” Deus abençoou e santificou o sétimo dia por exemplo, como relatado em Gênesis Nossa primeira citação está em Gênesis 2:17 – “Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque o dia em que dela comeres, certamente morrerás”. Deus havia criado todas as coisas, plantado um jardim e estabelecido o homem para o cultivar e dele desfrutar. Havia, porém, apenas uma restrição... A árvore do conhecimento do bem e do mal – “dela você não deve comer”, pois como consequência irá morrer.O que muitos não entendem é que Deus fez o homem para ser imortal e tal imortalidade está atrelada diretamente à obediência a Deus e às instruções do Senhor. Ao quebrar este acordo (esta aliança), o homem perdeu sua imortalidade, e agora, como mortal não pode mais permanecer no jardim do Éden, o paraíso criado por Deus, sendo expulso e tornando-se cego, incapaz de retornar ao Éden.Pode ser ou parecer primitivo a eterna busca do homem pela fonte da juventude, e até mesmo em acreditar que o segredo esteja nas plantas, associando muitas vezes aos animais a questão da redução de sua vida, uma vez que a consciência primitiva no homem, herdada de Adão é de que há um jardim onde a eternidade é possível, onde cultivar e desfrutar das coisas são possíveis, e em que a morte de um animal (como um cordeiro) representa desordem neste mundo, o pecado que o afastou da promessa e de um convívio eterno com seu criador.Ao sacrificar um cordeiro Deus mostrou para o homem que sua nudez não era um problema e sim as consequências de sua desobediência. Uma vez que o sangue do cordeiro naquele momento representava a morte substitutiva do homem, a certeza de que a morte um dia o encontraria, mas que por hora, ser expulso do jardim com sua nudez escondida pelas vestes feitas a partir da morte de um inocente animal bastava.Enfim, esta busca, é o resultado de um sentimento primitivo, vestígios de algo para o qual fomos criados, porém, por algum motivo (o pecado), fomos arrancados violentamente (expulsos) desta condição.Em Gênesis “Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, como estava nu, tive medo, e me escondi”.Vale dizer aqui que Deus não era um estranho para Adão e chegava todos os dias no horário combinado para aquele bate-papo; para aquele diálogo entre pai e filho... O detalhe é que esta não seria a primeira vez que Deus o veria nu!Neste caso, a presença de Deus deveria ser um evento aguardado, e, a nudez do homem não deveria ser um motivo de constrangimento:- O que mudou?- Qual o foi o fato novo nas últimas 24h que fez Adão mudar radicalmente o seu comportamento?Na sequência do diálogo entre Deus e Adão é possível perceber na reação de Deus como se Ele agora indagasse: Como assim? Até agora Adão, mesmo nu você vinha todos os dias correndo ao meu encontro! O que há de errado com você meu filho? O que você está tentando esconder de mim, que você acha que eu ainda não saiba?De fato, cabe aqui uma reflexão, quais desculpas vamos inventar para Deus para tentar nos justificar de nossos erros e tentar nos livrar de nossas culpas?Uma vez que o homem tenha se tornado mortal, passa a estar sujeito as penas da mortalidade:1. Trabalho árduo;2. Escassez de pão;3. Morte;"No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás”.

