E se o laudo psicológico que embasa a condenação do seu cliente for fruto de uma entrevista induzida, mal executada e sem validade científica? Diretamente da imersão no Rio de Janeiro, Andrews Bianchi recebe o Prof. Dr. Sidnei Priolo Filho, pesquisador e referência internacional em psicologia forense, para desconstruir a forma como as provas psicológicas são produzidas no Brasil. Eles debatem como a demora na realização do depoimento, a repetição exaustiva de entrevistas em diversos órgãos e a falta de aplicação de protocolos rigorosos — como as fases de rapport e de transferência de controle — contaminam a memória da criança e geram falsos positivos ou negativos. Um episódio essencial para advogados entenderem que a psicologia deve trabalhar com probabilidades, não com certezas absolutas, e que profissionais usando 'métodos próprios' não testados cientificamente representam um perigo para a justiça.

