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O imperativo de reabilitação dos centros urbanos antigos não é isento de tensões, desde logo pelas diversas escalas do problema, mas também pela diversidade de actores e de objectivos.O confronto entre diferentes interpretações dos valores culturais e patrimoniais e a sua repercussão nas estratégias, modelos e técnicas de intervenção conduzem, frequentemente, a tensões que condicionam fortemente o sucesso e a coerência das intervenções.Todavia, sendo consensual a necessidade de intervenção, é necessário transformar estas tensões em desafios e aceitar discutir de forma aberta e consequente as principais questões que se colocam nos níveis técnico, sócio-económico, cultural e, até, ético.


