Show notes
Até onde estamos dispostos a ir para defender a verdade e como é que o fascismo utiliza os princípios democráticos para a destruir são questões que sobressaem das entrelinhas de “Um julgamento - Depois do inimigo do povo”, uma criação da encenadora Christiane Jatahy e do actor Wagner Moura que é apresentada, a partir deste sábado e até dia 22 de Julho, no Festival de Avignon. Os dois artistas imaginaram uma continuação para a peça “Um Inimigo do Povo” (1882), de Henrik Ibsen, à luz dos dias de hoje, das "fake news", da erosão democrática, do capitalismo desenfreado e dos julgamentos sumários nas redes sociais. “A verdade acabou” é a primeira frase que se ouve da boca de Wagner Moura, o homem do cinema que reitera que quer “estar aqui”, no teatro, depois de 16 anos longe dos palcos.

